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Corregedoria-Geral da Justiça investiga conduta de Juíza que atuou em Tijucas

Decisão da Juíza mantem criança de 11 anos gravida após estupro em abrigo para evitar aborto legal

Por Redação
21/06/2022 11:17:01

Foto: Solon Soares/Assembleia Legislativa de Santa Catarina

A juíza Joana Ribeiro Zimmer está tendo a conduta investigada pela Corregedoria-Geral da Justiça. Ela encaminhou uma menina de 11 anos, de Tijucas/SC grávida após ser vítima de estupro a um abrigo para evitar que ocorra um aborto autorizado. A informação foi divulgada pelo TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) ontem, segunda-feira (20).

A menina descobriu estar com 22 semanas de gravidez ao ser encaminhada a um hospital de Florianópolis, onde teve o procedimento para interromper a gestação negado. Ela foi vítima de violência sexual no início do ano. O caso foi revelado em reportagem site The Intercept Brasil.

Na decisão, a juíza Joana Ribeiro Zimmer disse que o encaminhamento ao abrigo, inicialmente feito a pedido da Vara da Infância para proteger a criança do agressor, agora tinha como objetivo evitar o aborto. A suspeita é que a violência sexual ocorria em casa.

A juíza afirmou que a mãe da menina disse em juízo que queria o bem da filha, mas ponderou que, se a jovem não tivesse sido acolhida em um abrigo, teria feito o procedimento de aborto exigida pela mãe.

"Diferente de proteger a filha, iria submetê-la a um homicídio", comparou Joana na decisão.

 

ENTENDA O CASO 

Vídeo: Juíza de Tijucas induz criança de 11 anos grávida após estupro a desistir de aborto legal

OAB se manifesta no caso envolvendo a criança de 11 anos gravida após estupro

Menina vítima abuso sexual — Foto: TV Clube

 

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