RARO: parto de gêmeos tem um bebê com nó no cordão umbilical e o outro empelicado

Os dois meninos nasceram na quarta-feira (02/08)

Foto: Débora Cunha/Divulgação

Iara e Henrique Schwabel tiveram uma surpresa no nascimento dos filhos, os gêmeos Miguel e Arthur. Um deles nasceu com um nó no cordão umbilical e o outro, empelicado. Foi um parto muito raro, segundo o Hospital Jaraguá, em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina.



Os dois meninos nasceram na quarta-feira (2). Nesta sexta (4), eles seguiam internados em observação. Não há data para eles terem alta, conforme o hospital. O parto foi registrado pela fotógrafa Débora Cunha.

Para o nascimento, foi feita uma cesariana. O primeiro a chegar foi Miguel, com um nó verdadeiro (entenda abaixo) no cordão umbilical. Em seguida, veio o irmão Arthur, empelicado.



"O que foi muito curioso no parto deles foi a sequência de coincidências. A gestação gemelar a incidência é próxima de 1%, não é uma situação tão comum, mesmo em fertilização in vitro, que aumenta um pouco as chances. Em gestações naturais, é em torno de 1%", disse o ginecologista Guilherme Sapia, do Hospital Jaraguá.



Ele explicou a condição de cada um dos bebês. "O nó verdadeiro de cordão ocorre durante a vida interina dele [feto]. Quando está flutuando dentro da bolsa amniótica, consegue fazer peripécias, dando um nó no cordão. Na maioria das vezes, não é perceptível em exames. Na maioria das vezes, não dá repercussão para o bebê. Mas, em alguns casos, há restrição de crescimento ou pode levar o bebê a óbito".

A ocorrência do nó verdadeiro também é rara, em torno de 1%. O ginecologista disse que um nó no cordão umbilical pode, em raras vezes, restringir o fluxo sanguíneo da placenta para o bebê. Por isso, a criança pode ser prejudicada.

No caso do bebê empelicado, a criança que nasce nesta condição fica envolta pela bolsa amniótica, que a protege e ajuda na alimentação durante as 40 semanas, em média, de uma gestação.

Situações assim são raras, uma vez que o saco gestacional estoura quando o bebê está prestes a nascer, inclusive em procedimentos como a cesárea. Quando a criança está empelicada, após o nascimento a bolsa é rompida pelo médico.

"O parto empelicado é difícil mensurar a frequência. Alguns trabalhos (literatura) dizem que é 1 para 80 mil partos", disse o ginecologista. "O mais feliz foi a possibilidade de registrar esse momento", declarou, sobre o parto de Miguel e Arthur.



"Cada bebê veio muito especial. O nó é muito raro, empelicado é raro", contou a fotógrafa. Ela disse que já tirou fotos de 800 partos e nunca tinha visto um caso de nó verdadeiro no cordão umbilical. Este é o segundo bebê que ela viu que nasceu empelicado.

"Gemelares, um com nó, outro empelicado, foi muito especial", emocionou-se a fotógrafa.


G1SC

Elson Lopes

Fundador do portal TopElegance, Elson Lopes tem mais de 15 anos de jornalismo. Não foge de pauta difícil: enfrenta a corrupção, cobra respostas das autoridades e não tem medo de bater de frente com quem estiver no poder, sempre do lado do cidadão.

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