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Reforma da Previdência faz 7 anos: o que vale para se aposentar em Brusque

Regras de transição ficaram mais exigentes em 2026; conferir o CNIS evita surpresas

Por Elson Lopes
02/11/2026 13:20:00 atualizado em 02/11/2026 13:20:00
Formulários e caneta sobre uma mesa de trabalho
Regras de transição da reforma sobem a cada ano e exigem atenção de quem está perto de se aposentar. Foto: Unsplash

Resumo

  • A Emenda Constitucional 103, a Reforma da Previdência, completa sete anos em 13 de novembro de 2026.
  • Em 2026, a regra de pontos exige 93 pontos para mulheres e 103 para homens.
  • Conferir o extrato do CNIS no Meu INSS ajuda a identificar períodos que não foram registrados.

A Reforma da Previdência completa sete anos em 13 de novembro, data em que a Emenda Constitucional 103 foi publicada, em 2019. Para trabalhadores de Brusque e de todo o Vale do Itajaí que estão perto de se aposentar, a data é um bom momento para entender quais regras estão valendo em 2026.

A reforma criou regras permanentes para quem começou a contribuir depois de novembro de 2019 e regras de transição para quem já estava no sistema. Algumas dessas regras de transição mudam todo ano, o que faz com que o cálculo feito há poucos anos possa não valer mais hoje.

As regras de transição em 2026

Quem já contribuía antes da reforma pode se aposentar pela regra que for mais vantajosa no seu caso. As principais opções são estas:

RegraMulheres em 2026Homens em 2026
Pontos (idade + tempo de contribuição)93 pontos e 30 anos de contribuição103 pontos e 35 anos de contribuição
Idade mínima progressiva59 anos e 6 meses e 30 anos de contribuição64 anos e 6 meses e 35 anos de contribuição
Aposentadoria por idade62 anos e 15 anos de contribuição65 anos e 15 anos de contribuição
Pedágio de 100%57 anos, 30 anos de contribuição e pedágio60 anos, 35 anos de contribuição e pedágio

Na regra de pontos, a exigência sobe um ponto por ano até chegar a 100 para mulheres e 105 para homens. Na regra da idade mínima progressiva, a idade sobe seis meses por ano até atingir 62 anos para mulheres e 65 para homens. Já o pedágio de 50% vale apenas para quem estava a menos de dois anos de completar o tempo de contribuição quando a reforma entrou em vigor.

Como parte das regras muda a cada ano, um planejamento feito antes de 2026 pode precisar ser revisto.

Por que conferir o CNIS agora

O Cadastro Nacional de Informações Sociais, o CNIS, reúne vínculos de emprego, salários e contribuições usados pelo INSS para analisar o pedido. Períodos sem registro, salários informados de forma incorreta ou vínculos antigos que não aparecem no extrato podem atrasar o benefício ou reduzir o valor calculado.

O extrato pode ser consultado gratuitamente no aplicativo ou no site do Meu INSS. Entre os pontos que merecem atenção estão:

  • vínculos de emprego antigos, principalmente anteriores à carteira digital;
  • períodos de trabalho rural, como contribuinte individual ou como MEI;
  • tempo de serviço militar, de atividade especial ou de aluno aprendiz;
  • salários de contribuição que aparecem com valores diferentes dos recebidos.

Quando algum período não aparece, é possível pedir a inclusão ou a correção ao INSS apresentando documentos, como carteira de trabalho, holerites, contratos e declarações do empregador.

Planejamento previdenciário

Antes de fazer o pedido, muitos segurados preferem simular as regras disponíveis e comparar qual delas resulta no melhor benefício. Em casos com períodos especiais, rurais ou vínculos não reconhecidos, a orientação de um advogado previdenciário em Brusque pode ajudar a organizar a documentação e a entender as alternativas previstas em lei.

O próprio Meu INSS também oferece um simulador de aposentadoria, que considera os dados do CNIS. Por isso, quanto mais completo estiver o cadastro, mais próxima da realidade será a simulação.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo.

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