Santa Catarina é o sexto estado brasileiro com mais afastamentos do trabalho por ludopatia, o vício em jogos e apostas. Segundo levantamento do g1 com dados da Previdência Social, o estado soma 52 afastamentos entre 2018 e 2026.

Fichas de jogo (imagem ilustrativa) – Foto: Francesco Costa/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
No país, 2026 já é o ano com mais casos da série histórica: foram cerca de 377 afastamentos até agosto, alta de 20,83% em relação a todo o ano passado, que teve 312. Os benefícios concedidos neste ano somam R$ 1,9 milhão, e o custo total para a Previdência chega a pelo menos R$ 4,8 milhões desde junho de 2023.
Ao todo, o Brasil registrou 914 afastamentos no período, sendo 654 de homens, com média de 64 dias de licença, e 260 de mulheres, com média de 60 dias. O valor médio do benefício é de R$ 2.727 para eles e de R$ 2.143 para elas.
O levantamento considera o benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) concedido com o código F63.0 da Classificação Internacional de Doenças, usado para o jogo patológico. O trabalhador passa por perícia no INSS e recebe o benefício quando precisa se afastar por mais de 15 dias.
As bets estão proibidas no Brasil desde 25 de outubro por uma medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT), que vale por até 120 dias e precisa ser aprovada pelo Congresso. A vedação inclui jogos on-line e cassinos virtuais.
Ouvido pelo g1, o promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, disse ter dúvidas sobre a efetividade da medida. “O reflexo imediato dessa medida provisória é a migração para o mercado ilegal”, afirmou. Ele defende ações duras sobre os meios de pagamento e mais fiscalização.
Fonte: NSC Total, com informações do g1.