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OPEP+ deve manter produção de petróleo estável em dezembro, dizem fontes

Acordo em princípio sai antes de reunião neste domingo; grupo volta atenções para cotas de 2027

Por Elson Lopes
31/10/2026 17:19:02

Os países produtores de petróleo da OPEP+ chegaram a um acordo em princípio para manter inalteradas as metas de produção em dezembro, segundo três fontes a par do assunto ouvidas pela agência Reuters neste sábado (31).

Sede da OPEP em Viena
Sede da OPEP, em Viena, na Áustria (imagem de arquivo) – Foto: C.Stadler/Bwag/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O entendimento está em linha com a expectativa de que não haverá novos ajustes na política de produção até o próximo ano, enquanto o grupo concentra esforços nas negociações das cotas de 2027.

Sete membros principais da OPEP+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — devem se reunir de forma on-line neste domingo (1º) para discutir a política de produção. No encontro anterior, o grupo já havia mantido os níveis inalterados em meio às incertezas do mercado global.

Produção abaixo das metas

O acordo ocorre em um momento em que os membros do Golfo vêm aumentando as exportações, prejudicadas durante meses pela guerra no Irã e pelas restrições no Estreito de Ormuz. A maioria dos produtores, no entanto, ainda extrai petróleo em volumes bem abaixo de suas metas.

Em setembro, a OPEP+ concluiu a reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado inicialmente em 2023. A OPEP+ reúne a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, entre eles a Rússia.

Cotas de 2027 no centro das discussões

O grupo ainda mantém outra rodada de cortes, de cerca de 2 milhões de barris por dia, que abrange a maioria dos membros até o fim de 2026. Antes de definir como esses cortes poderão ser revertidos, a OPEP+ precisa concluir, neste quarto trimestre, uma revisão da capacidade de produção de seus integrantes.

Segundo as fontes, essa avaliação servirá de base para os níveis de referência de produção de 2027, que vão determinar as futuras cotas e ajudar a estabelecer os planos para a retirada dos cortes ainda em vigor.

O cenário ocorre com os preços internacionais ainda pressionados pelas tensões no Oriente Médio. Na sexta-feira (30), o petróleo voltou a subir em meio a ataques e incertezas na região.

Fonte: InfoMoney, com informações da Reuters.

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