O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse em entrevista ao jornal O Globo que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já procurou o partido e que é possível haver uma relação "mais profunda" no quarto mandato. As declarações foram reproduzidas pelo InfoMoney.

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, em foto de 2018. Foto: Jérémy Barande/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)
Segundo Kassab, a aproximação depende de o Planalto sinalizar ao centro e adotar medidas na área econômica. "Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos", afirmou.
Ele disse que Lula não pode deixar de honrar compromissos sociais, mas que precisará colocar à frente da economia pessoas como Antonio Palocci e Henrique Meirelles para dar tranquilidade e equilíbrio fiscal. Para Kassab, o presidente precisará unir o país e ampliar o apoio, o que, na avaliação dele, não ocorreu no terceiro mandato.
Ministério
Questionado se aceitaria ser ministro, respondeu: "Não está no meu horizonte, já fui de duas pastas. Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez."
Sobre o governo anterior, em que o PSD comandou três ministérios sem se declarar oficialmente da base, Kassab lembrou que, em 2023, o partido decidiu que "se o Planalto convidasse filiados, teria a nossa compreensão".
Avaliação da eleição
Kassab atribuiu a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) sobretudo a erros do candidato e à exploração dessas fragilidades pela campanha petista. Segundo ele, ao escolher Flávio, a direita "dividiu o centro com o Lula". "Ele acabou assustando falando em mexer na Constituição", disse, citando também rejeição ao "linguajar" e à "falta de postura nos debates".
O dirigente afirmou ainda que a polarização "ainda não foi quebrada" e alertou para "movimentos perigosos" caso os partidos não endureçam o discurso contra a corrupção.
Com informações do InfoMoney e de O Globo.