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Flávio Bolsonaro rompe o silêncio e revela por que deixou o Brasil após as eleições

Em live nos EUA, senador relata conversa com o pai e fala em disputar a Presidência antes de 2030

Por Redação E
31/10/2026 10:03:49

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou pela primeira vez desde que deixou o Brasil após o segundo turno das eleições. Em transmissão ao vivo nas redes sociais na sexta-feira (30), a primeira desde que chegou aos Estados Unidos, ele afirmou que poderá disputar a Presidência da República antes de 2030, ano marcado para a próxima eleição presidencial.

“Qualquer coisa que aconteça, vou estar aqui”, disse Flávio. Em seguida, acrescentou que estaria disponível “inclusive, se for preciso, para disputar a Presidência da República de novo”. “Não estou falando de 2030, não, estou falando de antes disso”, afirmou.

Senador Flávio Bolsonaro (foto oficial). Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons

Por que deixou o país

Na transmissão, Flávio relatou uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro na segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno. Segundo ele, a visita ocorreu por volta das 10h e durou cerca de 30 minutos.

Ao deixar a casa do pai, o senador foi intimado por agentes da Polícia Federal sobre uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão de seus passaportes e o proibiu de sair do Brasil.

De acordo com o relato de Flávio, Jair Bolsonaro o acompanhou até o portão e pediu aos policiais uma conversa reservada. Flávio contou ter dito ao pai: “Agora sei o que eu tenho que fazer”. Depois disso, segundo ele, decidiu deixar o país em conversa com a esposa, Fernanda, e nenhuma outra pessoa sabia dos planos.

Críticas ao governo e à eleição

O senador afirmou acreditar que o governo Lula enfrentará uma crise econômica capaz de provocar a saída antecipada do presidente. “O Brasil está fadado a quebrar e acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente”, declarou.

Flávio também voltou a questionar o resultado da eleição. “Perdi pro sistema, não perdi pro adversário”, disse. Ele também falou em acontecimentos “matematicamente impossíveis” na disputa e prometeu explicar as acusações em outra oportunidade. O senador ainda apontou o Senado como principal espaço de atuação da oposição e reiterou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa.

Com informações da Revista Oeste

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