Duas mulheres responsáveis por uma clínica clandestina que funcionava no bairro Duas Mamas, em Schroeder, no Norte catarinense, foram presas pela Polícia Civil na quinta-feira (29), em São Francisco do Sul. Segundo a polícia, o local se apresentava como acolhimento para mulheres com dependência química.
Durante as investigações, duas pacientes que estavam sem contato com a família foram localizadas. Até o momento, mais de 20 vítimas diretas e indiretas foram identificadas.

Delegacia da Polícia Civil de SC (imagem ilustrativa). Foto: Deyvid Setti e Eloy Olindo Setti/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
No momento da prisão, os policiais também encontraram uma nova residência com vários quartos, que seria usada para instalar outra clínica clandestina.
O inquérito apurou que os familiares eram levados a acreditar que a instituição era regularizada e tinha equipe médica especializada. Além das mensalidades, eram cobrados valores por consultas e exames que não eram realizados.
De acordo com as investigações, a instituição funcionou em São João Batista e em Major Gercino antes de se instalar em Schroeder. Após denúncias e fiscalizações, as responsáveis teriam tentado retirar pacientes às escondidas para evitar a ação das autoridades.
Em 15 de outubro, a clínica foi interditada em uma operação conjunta da Polícia Civil e de órgãos municipais, após denúncias de irregularidades e violações de direitos humanos. Segundo a polícia, mulheres saíam da clínica, procuravam o atendimento de saúde do município e não queriam mais voltar. A instituição também não tinha a documentação necessária para funcionar.
Com informações da Polícia Civil de Santa Catarina e do NSC Total