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SC começa a oferecer pelo SUS teste de DNA-HPV contra câncer do colo do útero

Com resultado negativo, o intervalo até a próxima coleta pode ser ampliado para cinco anos

Por Elson Lopes
30/10/2026 08:55:06

Santa Catarina iniciou a implantação, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), do teste molecular DNA-HPV, nova tecnologia para a detecção precoce do câncer do colo do útero. Segundo o ND+, o exame já está disponível em Palhoça, na Grande Florianópolis.

Tubos de ensaio em laboratório

Imagem ilustrativa: tubos de ensaio em laboratório. Foto: Jeffrey M. Vinocur / Wikimedia Commons (CC BY 2.5)

O teste identifica a presença do HPV (papilomavírus humano), principal fator associado ao desenvolvimento da doença, e permite detectar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões no colo do útero. Ele também identifica os tipos 16 e 18 do HPV, associados a um risco maior. A implantação ocorre de forma gradual em todo o país.

Intervalo maior entre as coletas

Uma das principais vantagens do teste molecular é a possibilidade de ampliar para cinco anos o intervalo até a próxima coleta quando o resultado é negativo, conforme as recomendações de rastreamento. O método também reduz a ocorrência de amostras insatisfatórias e agiliza a liberação dos resultados.

A coleta é feita por profissionais de saúde nas Unidades Básicas de Saúde. Em situações previstas no protocolo, também pode ser feita por autocoleta, após orientação de um profissional. Enquanto a nova tecnologia é incorporada à rede pública, o preventivo Papanicolau continua disponível.

Números no país

Em todo o Brasil, a estratégia já contabiliza 153 mil amostras coletadas em 2025 e 2026. Das 93 mil processadas em 2026, 9.904 tiveram resultado positivo para HPV de alto risco. Os kits de coleta são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz.

Segundo estimativas do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Brasil pode registrar cerca de 19,3 mil novos casos de câncer do colo do útero por ano entre 2026 e 2028. Como a doença pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o rastreamento é importante. Sangramento fora do período menstrual ou após a relação sexual, dor durante a relação e corrimento com sangue ou mau cheiro são sinais que merecem atenção e devem levar a procurar atendimento.

A vacinação contra o HPV também é uma das principais formas de prevenção. Em 2025, o Brasil alcançou cobertura vacinal de 87% entre meninas e 74% entre meninos de 9 a 14 anos.

Fonte: ND+

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