Hackers roubaram US$ 6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, no que analistas classificam como o maior roubo de criptomoedas da história. Empresas de análise de blockchain atribuem o ataque à Coreia do Norte.

Representação física de bitcoin sobre teclado (imagem ilustrativa). Foto: Satheesh Sankaran / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Segundo as empresas americanas TRM Labs e Chainalysis, a maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir do fim da quinta-feira (29), e apresentou semelhanças com grandes ataques anteriores atribuídos ao país asiático. A TRM afirmou que os invasores fizeram com que carteiras usadas pela Binance fossem esvaziadas para carteiras controladas pelos hackers, repetindo o roubo de 2025 na corretora Bybit, que o FBI atribuiu a Pyongyang. A Coreia do Norte costuma negar esse tipo de acusação.
A Binance suspendeu os saques e afirmou que os fundos dos usuários estão seguros e que vai arcar com as perdas. A empresa disse que cerca de US$ 3 bilhões já foram localizados e que espera retomar os saques nas próximas 48 horas. "Seu dinheiro está seguro e estamos cobrindo todas as perdas", afirmou o co-CEO Richard Teng.
Cerca de metade dos ativos roubados foi rapidamente congelada por emissores de stablecoins. A Tether informou ter congelado quase US$ 1,57 bilhão, e a Circle, mais de US$ 800 milhões.
Segundo uma investigação inicial da corretora, a invasão pode ter começado com um notebook hackeado de um dos engenheiros da Binance, o que teria permitido o acesso a um de seus sistemas e a realização de saques não autorizados.
Com a notícia, os preços das criptomoedas caíram. O bitcoin chegou a US$ 76.368, a menor cotação em seis semanas, e o ether caiu mais de 3%, para US$ 2.178, antes de os mercados se estabilizarem. O token BNB, ligado à Binance, recuou 5% em 24 horas.
A Binance tem 335 milhões de usuários registrados no mundo e cerca de US$ 162,8 bilhões em ativos sob custódia, segundo o relatório anual de 2025 da corretora. No ano passado, invasores roubaram US$ 2,9 bilhões em criptomoedas em quase 150 ataques, de acordo com a TRM Labs.
Com informações do InfoMoney e da Reuters.