Os preços das commodities devem subir 23% em 2026 e recuar 7% em 2027, segundo o relatório Commodity Markets Outlook, do Banco Mundial, divulgado nesta quinta-feira (29). As projeções partem do pressuposto de que o conflito no Oriente Médio não terá uma escalada significativa e de que a Rússia recuperará boa parte da capacidade de exportar petróleo ao longo do próximo ano.

Sede do Banco Mundial, em Washington (EUA). Foto: AgnosticPreachersKid, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O barril do Brent deve ter média de US$ 91 em 2026, ante US$ 69 em 2025, e recuar para US$ 79 em 2027 e US$ 70 em 2028. Para o quarto trimestre deste ano, a projeção é de cerca de US$ 100. Em um cenário pessimista, o Brent chegaria a US$ 105 em 2027. O consumo global de petróleo deve cair 2,5% em 2026, com recuperação de cerca de 2% em 2027.
O índice de metais e minerais deve subir 25% em 2026. O cobre deve ficar em US$ 13.200 por tonelada neste ano, e o alumínio, em US$ 3.250. Entre os metais preciosos, a alta prevista é de 40%: o ouro deve ter média de US$ 4.600 por onça em 2026, ante US$ 3.442 em 2025, e a prata deve subir cerca de 76%, para US$ 70 por onça.
Na contramão, os preços de bebidas devem cair 24% em 2026. O café arábica deve recuar 13%, para US$ 7,35 por quilo, e o robusta, 21%, para US$ 3,85. A produção mundial de café deve atingir o recorde de 190 milhões de sacas na safra 2026-27, com alta de 14% na produção brasileira. O cacau deve cair 37% neste ano.
Entre os fatores citados pelo Banco Mundial estão o conflito no Oriente Médio, a guerra entre Rússia e Ucrânia, restrições e ataques ao transporte marítimo e a compra de ouro por bancos centrais. Segundo o relatório, uma redução duradoura das tensões geopolíticas poderia diminuir a procura por ativos de refúgio.
Fonte: Bloomberg Línea, com informações do Banco Mundial.