O governo federal contabiliza 45 ocorrências de violência política no Brasil desde sábado (24), com 47 vítimas, das quais dez morreram. O balanço foi divulgado na quarta-feira (28) e mostra Santa Catarina entre os cinco estados com mais registros, ao lado de Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. As informações são da NSC.

Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Senado Federal, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Segundo o levantamento, são:
O governo informou que vai acompanhar as investigações. A Polícia Federal atuará nos crimes de competência federal, e as suspeitas de violência policial serão encaminhadas às corregedorias das corporações.
“Dez pessoas foram mortas no Brasil por suas convicções políticas. Isso não é normal. O que a gente espera é que isso acabe, esse clima de intolerância e violência política”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
Em Florianópolis, dois casos da noite de domingo (25) chamaram a atenção: um motociclista atropelado por uma viatura da Polícia Militar Rodoviária durante uma comemoração eleitoral nos Ingleses, e um homem espancado após a vitória de Lula. No segundo caso, a Polícia Civil investiga um assessor de Jair Renan Bolsonaro (PL), primo da vítima. O governo não detalhou se essas ocorrências fazem parte dos 45 casos.
Também circularam listas de boicote a comércios em cidades catarinenses. Em Jaraguá do Sul, uma lista anônima com 33 estabelecimentos foi compartilhada no WhatsApp, e três empresas citadas negaram ter declarado apoio partidário. Em Praia Grande, a prefeitura desligou um servidor que elaborou uma lista semelhante. Há relatos de listas também em Criciúma.