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Cerco ao PCC: megaoperação mira comando da facção dentro e fora dos presídios em SC

Operação Tabuleiro mobiliza forças de segurança em dois estados para cumprir 45 mandados judiciais

Por Redação E
29/10/2026 09:00:00

Foto: Reprodução/ MPSC

Uma megaoperação contra o crime organizado foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (29) em Santa Catarina e no Paraná. Batizada de Operação Tabuleiro, a ofensiva tem como alvo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), investigados por envolvimento com o tráfico de drogas e outros crimes.

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a ação prevê o cumprimento de 29 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.

O objetivo é identificar novos integrantes da facção e desarticular sua estrutura de comando, especialmente nas regiões Oeste e Extremo Oeste catarinense.

 

Operação alcança 11 municípios, incluindo Itajaí e Joinville

As diligências foram realizadas simultaneamente em nove cidades de Santa Catarina: São Miguel do Oeste, Chapecó, Abelardo Luz, Irani, Xaxim, Zortéa, Concórdia, Joinville e Itajaí.

No Paraná, os mandados foram cumpridos em Francisco Beltrão e União da Vitória.

A investigação também alcançou unidades prisionais. Segundo o Ministério Público, há indícios de que integrantes da facção continuavam exercendo atividades dentro da organização criminosa mesmo enquanto cumpriam pena.

 

Prisões em flagrante e mobilização policial

Até o primeiro balanço divulgado pelo Ministério Público, a operação havia resultado em dois autos de prisão em flagrante por crimes relacionados ao tráfico de drogas e à posse irregular de munições.

A ofensiva mobilizou 118 policiais penais, além de 18 policiais militares e equipes da Polícia Civil. Também participaram grupos de inteligência, unidades táticas, equipes com cães e o Serviço Aeropolicial (SAER), responsável pelo apoio aéreo.

A atuação integrada permitiu a realização de diligências em diferentes regiões e estabelecimentos prisionais.

 

Investigação revela estrutura organizada dentro e fora das prisões

De acordo com o MPSC, a facção investigada mantém uma estrutura hierarquizada, com funções definidas e divisão de responsabilidades entre seus integrantes.

Os investigadores identificaram indícios de uma rede de atuação que ultrapassa as fronteiras de Santa Catarina, com membros distribuídos por diferentes estados brasileiros.

Parte dos investigados já havia sido condenada em operações anteriores e voltou a ser alvo de apuração por suspeita de manter vínculos com a organização criminosa.

 

Operação é desdobramento de investigações iniciadas em 2020

A Operação Tabuleiro representa mais uma etapa de uma investigação iniciada com a Operação Maserati, em 2020, e posteriormente ampliada pela Operação Coluna Sul.

Realizada em julho de 2026, a Coluna Sul foi considerada a maior ofensiva da história do GAECO catarinense. Na ocasião, foram cumpridos 132 mandados de busca e apreensão e registradas 147 prisões em seis estados.

As informações recolhidas naquela investigação contribuíram para identificar novos suspeitos e aprofundar o mapeamento da estrutura criminosa.

 

Por que a operação recebeu o nome Tabuleiro?

O nome faz referência à expressão "Tabuleiro dos Estados", encontrada, segundo as investigações, em registros internos da própria facção.

O termo seria utilizado para organizar integrantes, funções, áreas de atuação e movimentações de membros da organização entre diferentes estados.

Para os investigadores, esses registros ajudam a compreender a estrutura e o funcionamento da facção criminosa.

 

Investigações continuam

Os materiais apreendidos durante a operação serão submetidos à perícia e poderão fornecer novos elementos para o avanço das investigações.

O procedimento segue sob sigilo. Até o balanço inicial, não havia confirmação do cumprimento de todos os mandados de prisão preventiva.

A Operação Tabuleiro permanece em andamento, e novos resultados poderão ser divulgados pelas autoridades.

 

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC/GAECO)

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