O terceiro foco da doença de Newcastle em Santa Catarina foi confirmado em Nova Erechim, no Oeste do estado, durante o monitoramento da área de emergência zoossanitária, segundo o ND+. O lote, de 9,6 mil aves, não apresentava sintomas: o vírus foi identificado pelos exames.

Aves em granja comercial; imagem de arquivo, sem relação com a propriedade de Nova Erechim. Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SP) / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A Cidasc ampliou em aproximadamente 9,5 quilômetros o raio de vigilância. Entre 20 e 26 de outubro, as equipes vistoriaram 133 propriedades comerciais e 551 de subsistência. Quatro barreiras sanitárias seguem ativas, e os municípios da emergência zoossanitária continuam sendo Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.
No primeiro foco, em Nova Itaberaba, as medidas sanitárias foram concluídas e a propriedade entrou em vazio sanitário. Em Coronel Freitas, o despovoamento dos perus foi concluído e a limpeza e desinfecção seguem em andamento. Em Nova Erechim, o Serviço Veterinário Oficial iniciou a investigação e as medidas de contenção.
Após a confirmação do segundo foco, a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, já havia alertado ao ND+ que novos focos poderiam ser encontrados, "porque é uma doença silenciosa e só por exame é possível detectar".
Na atualização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) de 27 de outubro, Malásia e México suspenderam categorias de produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto Arábia Saudita, China e Chile aplicavam medidas sobre produtos de Santa Catarina. O Uruguai também editou uma suspensão temporária para aves e produtos avícolas brasileiros, com regras e exceções próprias.
Santa Catarina exportou 1,2 milhão de toneladas de carne de frango em 2025, com receita de US$ 2,45 bilhões, o equivalente a 23,3% do volume e 25,6% do valor exportado pelo Brasil.
Com informações do ND+.