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Professora é acusada de falsificar laudo de aluna para usar em favor do filho em SC

Documento adulterado foi entregue a escola de São José; neuropsicopedagoga pede R$ 10 mil na Justiça

Por Elson Lopes
28/10/2026 22:58:00

Uma professora da rede estadual de Santa Catarina é acusada de ter falsificado o laudo neuropsicopedagógico de uma aluna para usá-lo em favor do próprio filho. Segundo a NSC Total, o documento adulterado foi apresentado a uma escola particular de São José, na Grande Florianópolis.

Vista de São José

Vista de São José, na Grande Florianópolis (imagem de arquivo). Foto: Ricardo Quentel Melo / Wikimedia Commons (domínio público)

De acordo com a acusação, o caso começou em Biguaçu, onde a professora trabalhou com contrato temporário entre agosto e dezembro de 2025. Ela teria usado a função para obter o relatório confidencial de uma aluna avaliada por uma neuropsicopedagoga.

Como teria sido a fraude

Segundo a denúncia descrita na reportagem, o arquivo foi convertido para um formato editável, os dados da aluna foram trocados pelos do filho da professora e as datas foram alteradas: o fim da vigência da avaliação passou de 23 de dezembro de 2025 para 26 de março de 2026. Resultados clínicos também teriam sido modificados.

O documento manteve o logotipo, o timbre e o padrão de redação da profissional e foi enviado à escola em 20 de maio de 2026.

Descoberta e ação na Justiça

A suposta fraude foi descoberta em 2 de junho, em uma reunião virtual entre a neuropsicopedagoga e a equipe do colégio. A profissional afirmou que nunca havia atendido a criança nem a família e, ao ver a cópia, confirmou o uso indevido do relatório de sua paciente e de sua identidade profissional. A escola informou ter descartado o documento até a resolução do caso.

Na ação, a neuropsicopedagoga pede que a professora seja condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais e que seja reconhecida a falsificação do laudo. Ela também pede a inclusão do governo estadual no processo, alegando falha na guarda de prontuários confidenciais. Uma demanda também foi registrada na Ouvidoria do Governo do Estado.

Procurada pela NSC Total, a Secretaria de Estado da Educação não havia se manifestado até a publicação da reportagem. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Com informações da NSC Total.

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