O reconhecimento da regionalização sanitária pelos parceiros comerciais evitou perdas potenciais de cerca de US$ 954 milhões por ano nas exportações avícolas brasileiras após o foco da doença de Newcastle confirmado em Santa Catarina, segundo o governo federal.

Perus domésticos (imagem ilustrativa). Foto: SKas / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
O foco foi confirmado em 18 de outubro em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. Depois, outros dois focos foram identificados em Coronel Freitas e Nova Erechim, dentro da mesma área de restrição.
Em 2024, após um caso no Rio Grande do Sul, a China suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o Brasil. Desta vez, a restrição chinesa ficou limitada a Santa Catarina.
O cálculo de US$ 954 milhões tem como base as exportações de 2025 e compara as medidas efetivamente adotadas com um cenário hipotético em que os países repetissem, em 2026, as restrições aplicadas em 2024.
A negociação é conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Itamaraty. Após o primeiro foco, o Mapa declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos quatro municípios.
Segundo o governo, o objetivo é manter os países importadores informados para que as restrições sejam proporcionais ao risco e as exportações continuem nas regiões não afetadas pela doença.