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Uczai aciona PF para apurar suposta rede de apoio à saída de Flávio do país

Deputados do PT pedem investigação sobre financiamento da viagem aos EUA e atuação de aliados

Por Elson Lopes
28/10/2026 19:40:00

O líder do PT na Câmara dos Deputados, o catarinense Pedro Uczai (PT-SC), e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) apresentaram uma notícia de fato à Polícia Federal pedindo a investigação de uma suposta rede de apoio e financiamento à ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos.

Deputado federal Pedro Uczai

Deputado federal Pedro Uczai (PT-SC). Foto: Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Segundo a representação, a iniciativa teria contado com a possível participação de aliados políticos, empresários e agentes ligados aos governos de Javier Milei, na Argentina, e de Donald Trump, nos Estados Unidos. Os parlamentares também pedem providências diplomáticas, cooperação internacional e a apuração de uma possível operação de desinformação para dificultar a localização do senador.

O que dizem os deputados

De acordo com o documento, Flávio deixou o Brasil pela fronteira de Foz do Iguaçu, apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes que proibia sua saída do país e determinava a entrega dos passaportes.

Os deputados afirmam que o senador e a família entraram na Argentina com passaporte italiano e seguiram para os Estados Unidos usando um passaporte diplomático brasileiro que já havia sido cancelado pela PF. A viagem teria sido feita em uma aeronave de uma empresa argentina de táxi aéreo.

A representação aponta ainda possíveis indícios de apoio de autoridades estrangeiras, citando uma escolta policial na Argentina, uma escala da aeronave no Equador e a entrada do senador nos Estados Unidos com o documento diplomático cancelado.

Pedidos

Ao Itamaraty, os parlamentares pedem que cobre explicações dos governos envolvidos, avalie a convocação do embaixador argentino e adote providências para recolher o passaporte diplomático.

À Polícia Federal, solicitam a emissão de difusão azul da Interpol, o rastreamento dos recursos usados na operação e a apuração de possíveis crimes de favorecimento pessoal, embaraço à investigação, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

As suspeitas apontadas são dos próprios deputados, autores da representação.

Com informações do ND Mais.

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