A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026. A revisão consta no Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28).

Navio porta-contêineres no Porto de Itapoá, em SC (imagem de arquivo/ilustrativa). Foto: Stanglavine / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Segundo a entidade, a mudança reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e para o setor de serviços. Os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam pressionando a produção.
A projeção de crescimento da indústria caiu de 2% para 1,3%. Para a indústria de transformação, a CNI passou de uma alta de 0,6% para uma queda de 0,7%. Entre os fatores apontados estão a redução da demanda interna, o crédito caro, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos importados.
A indústria extrativa deve crescer 9,1%, e a construção, 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do Minha Casa, Minha Vida. O setor de serviços teve a projeção reduzida de 1,9% para 1,6%.
Na direção oposta, a agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.
A CNI projeta IPCA de 5,15% em 2026, acima dos 4,26% de 2025, e prevê que o Banco Central corte a Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes do ano, encerrando 2026 em 13,25%.
Para as contas do governo federal, a entidade estima déficit primário de R$ 54,6 bilhões (0,4% do PIB). A dívida bruta deve subir de 78,6% para 83,7% do PIB até o fim do ano.
Já a balança comercial deve ter superávit de US$ 77,3 bilhões, quase 30% acima de 2025, com exportações de US$ 386,7 bilhões e importações de US$ 309,4 bilhões.
Com informações da Agência Brasil.