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MP Eleitoral pede cassação do governador eleito do Pará, Daniel Santos

Ação aponta uso eleitoral de projeto social que distribuía óculos gratuitos em estojos com fotos de

Por Elson Lopes
28/10/2026 18:09:00

O Ministério Público Eleitoral apresentou uma ação ao Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) contra o governador eleito Daniel Santos (Podemos), por suspeita de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2026.

Urna eletrônica brasileira

Urna eletrônica brasileira (imagem ilustrativa). Foto: Vinicius Depizzol / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O órgão pede a cassação dos registros ou diplomas e a inelegibilidade por oito anos de Daniel, da deputada federal reeleita Alessandra Haber, mulher do governador eleito, e do deputado estadual eleito Alexandre Gomes, ambos também do Podemos. As informações são da Revista Oeste.

Óculos com fotos dos políticos

A ação, protocolada na segunda-feira (26), aponta o suposto uso eleitoral do projeto social Olhar Cidadão, que oferecia consultas oftalmológicas, exames de vista e óculos gratuitos a pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo o MP, atendimentos realizados em dezembro de 2025 serviram para promover a imagem dos políticos antes do período eleitoral.

Na época, Daniel era prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao governo do estado. De acordo com a ação, o projeto usava banners, veículos adesivados e materiais com imagens dos investigados. Em uma das ações, mais de 100 óculos teriam sido distribuídos em estojos personalizados com fotografias dos três.

Origem dos recursos

O MP também questiona de onde vinha o dinheiro. Segundo a Procuradoria, os investigados alegaram que as atividades eram bancadas por doações privadas, mas não apresentaram documentos que comprovassem isso. Para o órgão, o uso de recursos privados poderia configurar abuso de poder econômico, e o de verbas públicas, abuso de poder político.

Em fevereiro, o TRE-PA já havia multado os três políticos em R$ 5 mil cada por propaganda eleitoral antecipada ligada ao projeto.

Além da cassação e da inelegibilidade, o MP pede a suspensão das atividades do Olhar Cidadão vinculadas aos investigados, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, além de documentos financeiros e eventual quebra de sigilo bancário. Até a última atualização da reportagem de origem, os políticos não haviam se manifestado.

Com informações da Revista Oeste.

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