Um médico de Catanduvas, no Meio-Oeste de Santa Catarina, foi condenado a 37 anos e 11 meses de reclusão por violação sexual mediante fraude contra 10 pacientes. A condenação foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), autor da denúncia. A sentença cabe recurso.
O réu está preso preventivamente desde março deste ano, a pedido da Promotoria de Justiça da comarca.

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Segundo a denúncia, mesmo não sendo ginecologista, ele fazia exames invasivos sem justificativa técnica e tocava as pacientes sem autorização, além de fazer comentários de cunho sexual durante os atendimentos.
De acordo com o MPSC, o médico se aproveitava da relação de confiança com as mulheres para fazê-las acreditar que os atos faziam parte de procedimentos legítimos.
Para o promotor de Justiça Diego Bertoldi, a condenação é uma resposta firme à violência sofrida pelas vítimas e mostra que a confiança depositada em um profissional da saúde não pode ser usada para a prática de crimes.
Vítimas de violência sexual podem denunciar pelo 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190.