A Justiça do Trabalho proibiu a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) de incentivar empregadores a perseguir ou discriminar funcionários por suas convicções políticas. A liminar foi assinada na terça-feira (27) pelo juiz Leonardo Saggese Fonseca, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), e determina a remoção das postagens, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia.
Em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), o órgão pede que a parlamentar pague R$ 500 mil por dano moral coletivo. Segundo a reportagem do ND Mais, a deputada sugeriu em publicação que empresários verificassem as redes sociais de seus funcionários para saber se apoiavam Lula e questionou a permanência nas empresas de quem, na visão dela, não gosta de empresários.

Prédio do Tribunal Regional do Trabalho no Centro do Rio de Janeiro (imagem de arquivo/ilustrativa). Foto: Halley Pacheco de Oliveira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
Índia Armelau foi reeleita em 5 de outubro para o segundo mandato na Assembleia Legislativa do Rio, com quase 250 mil votos, e fez campanha por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial.
Em nota nas redes sociais, a deputada afirmou que o comentário reproduzia a publicação de outra pessoa e que não era uma orientação para contratar ou demitir por motivo político. Ela disse que já havia apagado o conteúdo por ter sido mal interpretada, que sempre conviveu com a diversidade ideológica e que respeita as escolhas políticas dos trabalhadores.
O MPT registrou 530 novas denúncias de assédio eleitoral entre domingo (25) e terça-feira (27), o que eleva para 2.467 o total de queixas em 2026. O órgão alertou que esse tipo de assédio pode continuar após a votação, inclusive por meio de publicações que incentivem demissões por causa do voto.