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Delegada de SP diz que R$ 1,8 milhão achado em puff é herança; Corregedoria investiga

Dinheiro foi encontrado pela irmã da policial, que acionou a PM; defesa afirma que valor é de heranç

Por Elson Lopes
26/10/2026 13:29:21

A delegada da Polícia Civil de São Paulo Maria Corsato, que foi candidata a deputada estadual pelo União nas eleições deste ano, afirmou que os cerca de R$ 1,8 milhão em espécie encontrados dentro de um puff são de uma herança ainda não partilhada. O caso é investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. As informações são do Metrópoles.

Segundo o boletim de ocorrência citado pelo Metrópoles, a irmã da delegada recebeu o móvel em 30 de setembro. No sábado (24), ela abriu o puff e encontrou cédulas e papéis com anotações, e acionou a Polícia Militar, que apreendeu o material. No total, foram contabilizados cerca de R$ 1,8 milhão, incluindo 120 mil dólares e 12 mil euros, além de 15 anotações.


Viatura da Polícia Civil de São Paulo (imagem ilustrativa). Foto: EUDOXIO / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O que diz a SSP

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimentos para investigar a origem dos valores e apurar eventual responsabilidade criminal e administrativa da delegada. “Os valores e as anotações encontrados foram apreendidos, e o dinheiro será encaminhado para depósito judicial”, diz a nota. Segundo a SSP, até o registro da ocorrência a delegada não havia sido localizada para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como lavagem de dinheiro, irregularidades funcionais e apreensão de bens.

O que diz a defesa

De acordo com o advogado Gerson Mendonça, o dinheiro foi encontrado na casa de uma tia em 2023, e a delegada e a irmã estavam “pensando como iam fazer para regularizar o dinheiro”. Ele afirmou que a irmã tinha conhecimento dos valores e acionou a polícia “justamente para prejudicar a delegada”, negou que houvesse mandado de busca e apreensão contra a policial e ressaltou que guardar dinheiro em espécie não é crime.

Nas redes sociais, Maria Corsato disse que a denúncia foi motivada por um desentendimento familiar e que seus advogados vão prestar todos os esclarecimentos à Corregedoria, “inclusive sobre a origem dos valores”.

Segundo o Metrópoles, o valor não consta na declaração de bens apresentada pela delegada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ela não foi eleita e ficou na suplência.

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