O mercado financeiro brasileiro abriu a semana sob forte tensão nesta segunda-feira (26), um dia após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O contrato de Ibovespa futuro com vencimento em dezembro começou o dia em queda de 14,84%, aos 177.215 pontos, e as negociações chegaram a ficar paralisadas logo após a abertura, segundo acompanhamento do InfoMoney.
No câmbio, o dólar comercial abriu em alta de 8,65%, cotado a R$ 5,425. Os juros futuros também tiveram forte alta ao longo de toda a curva.

Operadores no antigo pregão da bolsa de São Paulo (imagem de arquivo). Foto: Rafael Matsunaga / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Diante da volatilidade, a B3 ampliou, exclusivamente para a sessão desta segunda, o limite de queda diária dos contratos futuros de Ibovespa e de mini índice, de 15% para 20%. A medida passou a valer às 9h30. A bolsa também elevou de 6% para 8,4% o limite de alta dos contratos futuros de dólar.
Os limites de oscilação são usados pela B3 como ferramenta de gerenciamento de risco, para evitar distorções excessivas de preços e manter o funcionamento ordenado do mercado em momentos de estresse. Instituições financeiras já alertavam para a possibilidade de acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente os negócios na bolsa.
No exterior, o EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York, recuava 25,66% no pré-mercado dos Estados Unidos. Na madrugada, um fundo de ações brasileiras já havia despencado na bolsa do Japão.
O pregão regular de ações da B3 começa às 10h. Os números podem mudar ao longo do dia.