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Tarcísio acusa PT de tumultuar eleição; Boulos vê ”vitória contra o golpe baixo”

Governador de SP critica prorrogação decidida por Zanin perto do fim da votação; aliado de Lula diz

Por Elson Lopes
25/10/2026 19:24:04

A prorrogação da votação do segundo turno até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, virou munição dos dois lados na noite deste domingo (25). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Flávio Bolsonaro (PL), acusou o PT de tumultuar a eleição. Do outro lado, Guilherme Boulos (PSOL), aliado de Lula, comemorou a decisão.

Segundo a Bloomberg Línea, Tarcísio criticou o fato de a decisão ter saído "faltando 1, 2 minutos" para o fim da votação e disse que o PT tentou tumultuar o processo eleitoral.


Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de SP, em foto de arquivo. Foto: Governo do Estado de SP (CC BY 2.0)

"Golpe do transporte"

Boulos classificou a prorrogação como uma "vitória importante contra o golpe baixo que tentaram dar", em referência às denúncias de falta de ônibus em cidades como Salvador e São Paulo. Nas redes, pediu que eleitores que tiveram dificuldade para votar compartilhassem a notícia.


Guilherme Boulos (PSOL), em foto de arquivo. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados (CC BY 4.0)

Mais cedo, por volta das 15h, Boulos havia dito que pediria ao TRE-SP a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e do secretário municipal de Transportes, citando o caso de Salvador, onde o TRE-BA mandou prender o secretário de Mobilidade. A coligação de Lula alegou que a capital paulista operava com apenas 60% da frota.

O que diz a prefeitura de SP

A prefeitura de São Paulo criticou a ordem judicial de colocar 100% da frota nas ruas, tomada "a menos de 24 horas do pleito", mas disse que iria cumpri-la, "ainda que desnecessária". Segundo a gestão, no primeiro turno circularam 6,9 mil ônibus, com reforço de 40%. O TRE-SP afirmou que não tinha registros de situação que comprometesse o voto.

Na campanha de Flávio, o coordenador Rogério Marinho chamou a decisão de Zanin de "vergonhosa e intempestiva". Zanin justificou a medida pela urgência dos relatos de falta de transporte e, por volta das 18h, esclareceu que ela valia só para as seções ainda abertas.

Com informações da Bloomberg Línea, Metrópoles e CNN Brasil.

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