A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a falta de ônibus que afetou eleitores neste domingo (25), dia do segundo turno. O anúncio foi feito por Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) da PF, em entrevista no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília.
"Temos um inquérito policial também instaurado", disse o diretor. Segundo ele, a PF está ouvindo os envolvidos e cumprindo as decisões da Justiça Eleitoral. A investigação vai apurar as causas da redução da frota e se houve atos intencionais para dificultar o voto.

Agentes da Polícia Federal durante operação no Rio (imagem ilustrativa, de arquivo). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Estados
De acordo com Cali, há um inquérito aberto em Sergipe, por suspeita de restrição ao transporte de eleitores, e apurações sobre ocorrências em São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia. A PF não informou quantas pessoas foram ouvidas nem se houve prisões ligadas ao caso.
Salvador no centro
O caso de maior repercussão é o de Salvador, onde o Procon da Bahia encontrou 544 ônibus parados em garagens de concessionárias. O presidente do TRE-BA mandou prender em flagrante o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e fixou multa de R$ 1 milhão por hora caso a frota completa não circulasse. A federação do PT pediu ainda a prisão do prefeito Bruno Reis (União).
O outro lado
Bruno Reis chamou as acusações de "desesperadas" e disse que a operação foi planejada com frota total e passe livre. A prefeitura afirma que houve atraso na saída dos ônibus para retirar adesivos de propaganda irregular e que todos os veículos foram liberados. A Secretaria de Mobilidade diz que trabalhou para normalizar o serviço ao longo do dia.
As denúncias de falta de transporte foram um dos argumentos que levaram o ministro Cristiano Zanin, do STF, a estender a votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas.
Com informações do Metrópoles, Times Brasil e ND+.