O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu neste domingo (25) à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação do segundo turno até as 19h. Sem citar o ministro pelo nome, Marinho disse considerar "impressionante o nível de intervenção" de alguns ministros do STF.
Em publicação nas redes sociais, segundo o portal Metrópoles, o senador afirmou: "espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia".

Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, em entrevista no Senado. Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Às 18h08, o PL convocou seus fiscais a voltar "imediatamente" aos locais de votação. "É necessário que TODOS os fiscais do PL retornem imediatamente aos seus postos", diz o comunicado do partido, que orienta os fiscais a permanecer até o fim da votação e a emissão dos boletins de urna e a registrar irregularidades pelos canais oficiais.
A decisão de Zanin atendeu a uma ação da campanha do presidente Lula (PT), que apontou falta de ônibus em cidades como Salvador, Teresina e São Paulo e pediu a ampliação do horário para garantir a "igualdade entre eleitores". A campanha de Flávio também havia pedido mais tempo de votação, mas apenas em locais afetados por chuvas, como em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Por volta das 18h, Zanin esclareceu que a decisão vale apenas para as urnas que ainda estavam abertas. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou que não havia tempo hábil para cumprir a determinação no DF. Após a decisão, o TSE pausou a divulgação da apuração, que estava em 0,25% das urnas.
Até a publicação desta matéria, não havia manifestação oficial do PT sobre as críticas de Marinho.