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Coordenador de Flávio vê ”intervenção” do STF; PL chama fiscais de volta às urnas

Rogério Marinho reagiu à prorrogação da votação; Zanin esclareceu que decisão vale só para urnas ain

Por Elson Lopes
25/10/2026 18:23:00

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu neste domingo (25) à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação do segundo turno até as 19h. Sem citar o ministro pelo nome, Marinho disse considerar "impressionante o nível de intervenção" de alguns ministros do STF.

Em publicação nas redes sociais, segundo o portal Metrópoles, o senador afirmou: "espero sinceramente que o bom senso prevaleça e qualquer golpe judiciário ou chicana administrativa não prospere pelo bem da democracia".


Senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, em entrevista no Senado. Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Às 18h08, o PL convocou seus fiscais a voltar "imediatamente" aos locais de votação. "É necessário que TODOS os fiscais do PL retornem imediatamente aos seus postos", diz o comunicado do partido, que orienta os fiscais a permanecer até o fim da votação e a emissão dos boletins de urna e a registrar irregularidades pelos canais oficiais.

A decisão de Zanin atendeu a uma ação da campanha do presidente Lula (PT), que apontou falta de ônibus em cidades como Salvador, Teresina e São Paulo e pediu a ampliação do horário para garantir a "igualdade entre eleitores". A campanha de Flávio também havia pedido mais tempo de votação, mas apenas em locais afetados por chuvas, como em São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Por volta das 18h, Zanin esclareceu que a decisão vale apenas para as urnas que ainda estavam abertas. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) informou que não havia tempo hábil para cumprir a determinação no DF. Após a decisão, o TSE pausou a divulgação da apuração, que estava em 0,25% das urnas.

Até a publicação desta matéria, não havia manifestação oficial do PT sobre as críticas de Marinho.

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