Uma mesária foi detida em flagrante na manhã deste domingo (25), no Gama, no Distrito Federal, sob suspeita de fazer campanha eleitoral irregular a favor do presidente Lula (PT) dentro da seção onde trabalhava no 2º turno. Ela foi levada por policiais militares à sede da Polícia Federal, responsável por apurar crimes eleitorais.
Segundo a Polícia Militar do DF, a conduta foi percebida dentro da própria sala de votação. A presidente da seção flagrou a situação e acionou a fiscalização. O juiz eleitoral da zona foi notificado, e o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF) acompanha o caso. A identidade da mesária não foi divulgada.

Seção eleitoral em escola de São Paulo neste domingo (imagem ilustrativa, sem relação com os casos). Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A legislação eleitoral proíbe que mesários e servidores da Justiça Eleitoral manifestem preferência partidária ou façam qualquer tipo de propaganda no dia da eleição, seja verbal, por roupas ou com distribuição de material.
Em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, um eleitor foi preso em flagrante após fotografar o próprio voto com o celular, na Escola Crispim Coelho. Segundo a Polícia Militar, ele recebeu voz de prisão e foi levado à Delegacia de Polícia Civil.
Fotografar ou filmar o voto é proibido para garantir o sigilo da escolha. A lei também veda o uso de celulares e outros aparelhos na cabine de votação.
Boletim do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado neste domingo registrou 32 ocorrências em 12 estados nas primeiras horas do 2º turno. Três pessoas foram presas em flagrante e outras oito, conduzidas a delegacias. Também houve seis casos de propaganda eleitoral irregular e três de desobediência a ordens da Justiça Eleitoral.