
Imagem ilustrativa
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo negociações de imóveis de alto padrão, com movimentações financeiras estimadas em aproximadamente R$ 31 milhões.
A investigação, conduzida em Blumenau, no Vale do Itajaí, resultou no cumprimento de medidas judiciais em outros estados, incluindo São Paulo e Paraná.
Segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil, o trabalho busca esclarecer suspeitas de irregularidades em transações imobiliárias, incluindo possíveis negociações fictícias e utilização de documentos falsificados.
As diligências realizadas fora do estado indicam que a apuração envolve pessoas ou operações relacionadas a diferentes localidades.
Os investigadores buscam identificar os responsáveis pelas supostas fraudes, esclarecer a movimentação dos recursos financeiros e determinar a extensão dos possíveis prejuízos.
O valor de R$ 31 milhões corresponde à movimentação financeira apontada na investigação e não deve ser confundido, necessariamente, com o prejuízo efetivamente sofrido pelas possíveis vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados ofereciam imóveis de alto padrão que seriam provenientes de leilões bancários, anunciados por preços inferiores aos praticados no mercado.
Para dar aparência de legalidade às negociações, os suspeitos utilizariam procurações e escrituras públicas falsificadas. Eles também se apresentavam como representantes de instituições financeiras.
A investigação identificou movimentações superiores a R$ 31 milhões em créditos bancários durante o período analisado.
A Justiça autorizou o bloqueio de valores e a indisponibilidade de bens vinculados aos investigados. As medidas têm como objetivo preservar recursos que possam ser utilizados para ressarcir eventuais vítimas.
Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na quarta-feira (21), em São Paulo, Itatiba e Campinas, no estado paulista, e em Ponta Grossa, no Paraná.
A operação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia de Blumenau, com apoio do Departamento de Investigações Criminais (DIC) e das Polícias Civis dos estados envolvidos.
As investigações continuam para identificar todos os responsáveis, dimensionar os prejuízos e esclarecer a destinação dos recursos.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o número de vítimas nem o valor total dos prejuízos efetivamente comprovados. Polícia Civil de Santa Catarina