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SC vira maior produtor de ovos de codorna do país com recorde de R$ 158 milhões

Sul catarinense puxa a alta; estado também sobe no ranking de ovos de galinha e cresce na tilápia

Por Elson Lopes
20/10/2026 17:42:00

Santa Catarina se tornou o maior produtor de ovos de codorna do Brasil. O valor da produção chegou a R$ 158,7 milhões em 2025, o maior da série histórica, com alta de 192% em relação ao ano anterior. Com isso, a fatia catarinense no total nacional saltou de 8,4% para 20%, e o estado passou à frente de Espírito Santo, Minas Gerais e Pernambuco.

Os números constam de uma análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) sobre a Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, divulgada nesta terça-feira (20).


Imagem ilustrativa

O Sul catarinense foi o motor do crescimento. O número de codornas na região aumentou 129% em 2025 e chegou a 1,5 milhão de aves, um plantel recorde e um dos quatro maiores do país. São Ludgero aparece em segundo lugar no ranking nacional dos municípios produtores de ovos de codorna.

Segundo o setor, a criação exige rigor, já que as codornas são mais sensíveis geneticamente que outras aves. Mesmo assim, a procura por produtos diferenciados e de maior valor agregado indica espaço para expansão, avalia a federação.

“O avanço da coturnicultura mostra como os produtores podem ampliar sua participação no mercado quando identificam oportunidades e investem em atividades com potencial de crescimento”, afirmou o diretor de Ferrovias e Agronegócio da Facisc, Lenoir Broch.

Ovos de galinha e tilápia

Na produção de ovos de galinha, Santa Catarina subiu da oitava para a sexta posição no ranking nacional, com R$ 2,1 bilhões, cerca de 6% do total do país. O Oeste responde por 45% da produção estadual, com destaque para Capinzal e Caçador, seguido pelo Sul, com 24%.

Na aquicultura, o Sul catarinense entrou no grupo das cinco maiores regiões produtoras de tilápia do Brasil, com produção avaliada em R$ 145,4 milhões e quantidade recorde. Segundo a Facisc, o resultado está ligado à adoção de tecnologias, como linhagens com maior ganho de peso e automação da captura de larvas.

Leite perde espaço

O cenário foi menos favorável no leite. O Oeste catarinense caiu para o terceiro lugar entre as regiões produtoras do país, ultrapassado pelo Triângulo Mineiro. De acordo com a análise, pequenos produtores enfrentam custos elevados, queda na rentabilidade e concorrência do produto importado.

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