O Brasil deve suspender temporariamente as vendas de carne de frango para a China, maior compradora do produto brasileiro. A medida é consequência do foco da doença de Newcastle confirmado em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina.
A suspensão está prevista em um protocolo sanitário assinado entre os dois países. Pelo acordo, sempre que uma doença infecciosa em aves é identificada no Brasil, o Ministério da Agricultura precisa interromper de forma preventiva os embarques para o mercado chinês.

Imagem ilustrativa
Depois da comunicação, as autoridades chinesas analisam as informações enviadas pelo governo brasileiro. O embargo pode valer para todo o país ou ficar limitado à região do foco, o que permitiria que frigoríficos de outras áreas voltassem a exportar.
Para isso, o Brasil precisa apresentar as medidas tomadas para conter e eliminar o foco e comprovar que as condições sanitárias exigidas pelo acordo foram restabelecidas.
Situação parecida ocorreu em julho de 2024, quando um caso de Newcastle em aves comerciais no Rio Grande do Sul levou à suspensão das vendas para a China. Na época, as compras foram retomadas 26 dias depois, mas os produtos gaúchos continuaram barrados por mais tempo.
O primeiro país a reagir ao novo foco foi o México, que na segunda-feira (19) suspendeu a importação de carne de frango, aves vivas e ovos férteis do Brasil. A granja de Nova Itaberaba segue interditada e sob monitoramento das autoridades sanitárias.