Um estudo do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) identificou mais de 10 mil famílias em risco grave de insegurança alimentar nos 50 municípios catarinenses analisados. Em números absolutos, Florianópolis, Lages e Itajaí têm os maiores totais de famílias nessa situação.
Proporcionalmente, as maiores taxas estão em Entre Rios, Rio Rufino, Bom Jardim da Serra, Treviso e Ipuaçu.

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O risco grave de insegurança alimentar é caracterizado pela restrição severa de acesso aos alimentos e pela possibilidade de convivência com a fome. O estudo não avaliou cada família individualmente, mas montou um ranking proporcional com base em um indicador do governo federal, destacando as 50 maiores taxas do Estado.
Falhas nas políticas públicas
O levantamento também apontou fragilidades no combate à fome. Em abril de 2026, apenas 50 dos 295 municípios catarinenses tinham aderido ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), principal mecanismo de articulação das ações contra a fome entre os órgãos públicos. Além disso, somente 24 municípios tinham Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional em vigor.
O material, elaborado pelos centros de apoio de Direitos Humanos e de Saúde Pública do MPSC, foi enviado às promotorias que atendem os municípios com os indicadores mais preocupantes. A ideia é que o diagnóstico ajude a cobrar e orientar políticas públicas para garantir o direito à alimentação adequada.
Entre os pontos que podem ser verificados pelas promotorias estão a existência e a capacidade de atendimento de restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e programas de distribuição de comida, além da governança municipal e da previsão de recursos para a área.