
Imagem ilustrativa gerada por IA
Um caso de violência sexual contra uma criança de apenas 12 anos ganhou novos desdobramentos em Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina. A Polícia Civil prendeu temporariamente, na manhã de domingo (18), a mãe da menina, suspeita de ter conhecimento e presenciado abusos sexuais cometidos pelo próprio companheiro contra a filha.
A prisão ocorreu após o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), que identificou novas evidências sobre a possível participação da mulher nos crimes.
Segundo a Polícia Civil, registros em vídeo levantaram suspeitas de que a mãe não apenas sabia dos abusos, mas também estaria presente em algumas das situações investigadas, sem agir para proteger a criança.
Diante dos indícios, a mulher passou a ser investigada por estupro de vulnerável na modalidade omissiva, quando se apura a responsabilidade de alguém que tinha o dever legal de proteger a vítima e teria deixado de agir para impedir o crime.
O companheiro da mulher, de 37 anos, já havia sido preso no dia 9 de outubro. Ele é suspeito de praticar os abusos sexuais contra a menina e registrar os crimes utilizando pelo menos quatro câmeras escondidas instaladas dentro da residência.
Além dos abusos, a Polícia Civil investiga a possível produção e o compartilhamento ilegal das gravações.
O material encontrado durante a investigação também contribuiu para o surgimento de novos elementos contra a mãe da vítima, resultando no cumprimento dos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão.
A investigação busca esclarecer a extensão dos crimes, identificar eventuais outras responsabilidades e garantir a proteção da criança.
A Polícia Civil reforça que os trabalhos continuam e que novas informações poderão surgir conforme a análise das provas.
A prisão da mãe é temporária, e os dois investigados têm direito à presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
O caso chama a atenção para a importância da proteção de crianças e adolescentes, especialmente quando a violência ocorre dentro do ambiente familiar, onde deveria existir segurança e acolhimento.
Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina (DPCAMI Mafra) / Diário do Iguaçu