Um homem de 42 anos foi condenado a 15 anos de prisão, em regime inicial fechado, por roubar uma idosa de 71 anos e abandoná-la em uma área de mata em Gaspar. O crime ocorreu em julho deste ano e o caso já havia sido noticiado pelo Jornal TopElegance durante as buscas e o resgate da vítima.
A sentença também determinou o pagamento de 30 dias-multa. A Justiça manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. A decisão ainda admite recurso.
Foto: PCSC
De acordo com a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Gaspar, os fatos começaram em 6 de julho, quando o homem conheceu a vítima em um clube de São José.
No dia seguinte, após conquistar a confiança da idosa, ele pediu uma carona até Itapema. Durante os deslocamentos por diferentes municípios, o homem roubou o veículo, o telefone celular e outros pertences da vítima e a levou até uma área de mata fechada em Gaspar, onde a abandonou.
A idosa passou a noite no local.
O homem foi localizado em Joinville no dia 8 de julho com o veículo roubado. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, foi após ele indicar às autoridades onde havia deixado a vítima que ela foi encontrada.
A idosa foi encaminhada ao hospital e recebeu alta no dia seguinte.
Na denúncia, o Ministério Público havia atribuído ao acusado os crimes de roubo circunstanciado e sequestro qualificado.
Na sentença, porém, a Justiça aplicou o princípio da consunção e considerou que o sequestro qualificado foi absorvido pelo roubo majorado, afastando uma condenação autônoma pelo sequestro.
A pena foi fixada em 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 30 dias-multa. O pedido para estabelecer um valor mínimo de reparação pelos danos sofridos pela vítima foi indeferido.
A Justiça também manteve a prisão preventiva e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. A decisão ainda pode ser objeto de recurso.
O Jornal TopElegance publicou, em 9 de julho, a notícia sobre o desaparecimento e o resgate da idosa, que foi localizada com vida em uma área de difícil acesso em Gaspar.
Na ocasião, o homem já havia sido preso e a Polícia Civil ainda investigava as circunstâncias do caso. Com a nova decisão judicial, o processo chega a uma nova etapa com a condenação em primeira instância.