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Operação Mídia Fria investiga corrupção e fraudes em licitações de publicidade

Polícia Civil cumpre 18 mandados e investiga fraudes em licitações e corrupção em seis cidades de SC

Por Redação E
16/10/2026 11:01:15

Fotos:Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC)/Divulgação

Uma grande operação da Polícia Civil de Santa Catarina colocou sob investigação um possível esquema de corrupção envolvendo contratos públicos de publicidade. Batizada de Operação Mídia Fria, a ação foi deflagrada na quinta-feira (15 de outubro) e resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em seis municípios catarinenses.

O que chama a atenção é a suspeita de que pessoas ligadas a um grupo empresarial teriam conseguido integrar comissões responsáveis pela avaliação técnica de propostas em licitações públicas, comprometendo a imparcialidade dos processos de contratação.

A investigação também apura possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos municipais.

A operação foi conduzida pela 3ª Delegacia de Combate à Corrupção de Joinville (3ª DECOR), unidade especializada vinculada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

 

Suspeita de infiltração em comissões de licitação

Um dos principais pontos da investigação envolve a possível participação de pessoas ligadas a um grupo empresarial nas comissões técnicas encarregadas de avaliar propostas apresentadas por empresas interessadas em contratos de publicidade.

Essas comissões exercem papel importante nos processos licitatórios, pois analisam critérios técnicos que podem influenciar a escolha das empresas contratadas pelo poder público.

Segundo a Polícia Civil, há suspeitas de que a presença de pessoas vinculadas a interesses empresariais nesses grupos possa ter comprometido a regularidade e a igualdade de condições entre os concorrentes.

Os investigadores buscam esclarecer se houve direcionamento de resultados para beneficiar determinadas empresas.

Até o momento, essas situações são tratadas como suspeitas investigadas, sem conclusão judicial definitiva.

 

Investigação também apura possíveis pagamentos a agentes públicos

Outro ponto relevante da Operação Mídia Fria é a suspeita de recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos municipais.

A apuração busca identificar possíveis relações entre interesses empresariais, decisões administrativas e contratações de serviços de publicidade.

Entre os crimes investigados estão corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e fraudes em procedimentos licitatórios.

A Polícia Civil não divulgou publicamente todos os detalhes dos contratos sob investigação nem os valores eventualmente envolvidos.

 

Mandados foram cumpridos em seis cidades

A operação mobilizou equipes policiais para o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Joinville, Florianópolis, Blumenau, São Francisco do Sul, Imbituba e Urubici.

As diligências tiveram como objetivo reunir documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam ajudar a esclarecer as suspeitas.

Os materiais recolhidos deverão passar por análise, podendo contribuir para a identificação de responsabilidades e o aprofundamento das investigações.

 

Como funcionaria o suposto esquema?

A principal hipótese investigada é a de que interesses privados possam ter interferido em etapas técnicas de licitações de publicidade.

Em processos dessa natureza, a avaliação das propostas deve seguir critérios previstos em edital, garantindo igualdade de condições entre as empresas participantes.

Caso seja comprovada a participação irregular de pessoas vinculadas a determinados concorrentes nas comissões de avaliação, poderá ficar caracterizado um comprometimento da lisura dos procedimentos.

A Polícia Civil também investiga se eventuais vantagens indevidas foram oferecidas ou recebidas para favorecer interesses específicos.

Essas hipóteses ainda dependem da análise das provas reunidas durante a investigação.

 

Investigação segue sob sigilo

A Polícia Civil informou que a apuração permanece sob sigilo, motivo pelo qual não foram divulgados todos os nomes dos investigados, os contratos analisados ou os possíveis valores envolvidos.

Também não há confirmação, nas informações oficiais consultadas, de condenações relacionadas à operação.

O cumprimento dos mandados representa uma etapa investigativa e não determina, por si só, a responsabilidade criminal das pessoas envolvidas.

A Operação Mídia Fria reforça a importância da transparência na utilização de recursos públicos e da fiscalização dos processos de contratação de serviços de publicidade pelos municípios.

O Jornal TopElegance acompanha o caso e poderá atualizar a reportagem conforme novos desdobramentos forem confirmados pelas autoridades.

 

Fonte: Polícia Civil de Santa Catarina

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