
Uma operação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrada na manhã desta quarta-feira (14), investiga um possível esquema de fraudes em procedimentos licitatórios relacionados à contratação de empresas para a realização da ExpoCaçador 2026, no Meio-Oeste catarinense.
Batizada de Operação Apoteose, a ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), em apoio à 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caçador.
A investigação busca esclarecer possíveis irregularidades na contratação de empresas responsáveis pela realização do evento.
De acordo com o Ministério Público, a Justiça determinou o cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra empresários, além de 12 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares.
As diligências ocorrem em seis municípios catarinenses:
Caçador
Chapecó
Campos Novos
Monte Carlo
Itajaí
Navegantes
A operação também envolve uma agente pública e um ex-agente público investigados em Caçador.
Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação de quantos mandados de prisão já haviam sido efetivamente cumpridos.
Entre as medidas judiciais estão a suspensão temporária de contratos e restrições à participação em licitações municipais.
As determinações buscam impedir a continuidade de possíveis irregularidades enquanto os investigadores aprofundam a análise dos contratos e dos procedimentos administrativos relacionados à ExpoCaçador 2026.
A investigação deverá examinar documentos, materiais e informações recolhidos durante as buscas, buscando esclarecer a eventual participação dos investigados.
A Operação Apoteose representa uma nova etapa das apurações conduzidas pelo Ministério Público sobre possíveis fraudes envolvendo recursos e contratações públicas.
O procedimento segue em andamento, e as suspeitas ainda dependem de comprovação. Os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)