
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de publicações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela primeira-dama Janja da Silva e por aliados políticos que faziam afirmações sobre o que poderia acontecer caso Flávio Bolsonaro (PL) chegasse à Presidência da República. As decisões foram tomadas após ações apresentadas pela campanha do senador.
As determinações foram assinadas pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça e atingiram conteúdos divulgados nas redes sociais. Segundo os magistrados, algumas publicações atribuíam a Flávio propostas e possíveis consequências de um eventual governo sem apresentar elementos concretos suficientes para sustentar as afirmações.
Entre os conteúdos questionados estavam alegações de que o senador acabaria com o programa Farmácia Popular, imporia uma jornada de trabalho de sete dias por semana e permitiria que o crime organizado dominasse o país. As publicações também associavam uma eventual vitória do candidato a possíveis perdas em programas sociais e outros direitos.
Ao analisar os materiais, os ministros entenderam que determinadas afirmações ultrapassavam os limites da crítica política por apresentarem como certas medidas que, segundo as decisões, não tinham respaldo suficiente nas informações disponíveis. Os magistrados também observaram que o plano de governo registrado por Flávio Bolsonaro previa a manutenção dos programas sociais existentes.
As ordens judiciais determinaram a remoção dos conteúdos questionados dentro dos prazos estabelecidos em cada decisão. As medidas foram concedidas em caráter liminar, ou seja, provisório, e ainda dependem de análise posterior pelo plenário do TSE.
O episódio aumenta a disputa judicial entre as campanhas que concorrem ao segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Além da corrida pelos votos, os candidatos e seus aliados enfrentam questionamentos na Justiça Eleitoral sobre publicações e estratégias utilizadas nas redes sociais.
O caso também reacende o debate sobre os limites entre a crítica política, a liberdade de expressão e a divulgação de informações sem comprovação durante o período eleitoral.