
Imagem: STF
Uma decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou novamente em evidência investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, publicada em 8 de outubro, Fux determinou que documentos de quatro procedimentos sejam disponibilizados integralmente em um prazo de 48 horas.
A determinação inclui materiais relacionados aos inquéritos das Fake News e das Milícias Digitais, além de procedimentos ligados à investigação da chamada trama golpista. A medida busca permitir que o ministro examine os documentos antes de decidir sobre questionamentos apresentados à Justiça.
De acordo com a publicação, a decisão está relacionada a uma ação apresentada pelo Partido Progressistas (PP), em 2024, que contesta a legalidade de atos da Operação Tempus Veritatis e pede a anulação de procedimentos e provas.
O episódio também ocorre após uma reunião entre Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, acompanhada por integrantes da cúpula da corporação. O encontro teria acontecido dois dias antes da determinação de Fux, mas seu motivo não foi divulgado oficialmente pelo STF nem pela Polícia Federal.
Conforme a reportagem, Fux demonstrou insatisfação com a falta de divulgação da reunião e solicitou acesso integral aos procedimentos para analisar os questionamentos apresentados.
Até o momento, o ministro não decidiu se os atos questionados ou as provas relacionadas às investigações deverão ser anulados. A análise dependerá do exame da documentação solicitada.
O caso pode ter novos desdobramentos no Supremo e reacende o debate sobre os limites dos procedimentos investigativos, a transparência institucional e o controle judicial. A eventual anulação, porém, não está decidida e dependerá de uma avaliação jurídica dos elementos apresentados.
Fonte: Folha de S.Paulo, reportagem publicada em 8 de outubro de 2026.