notícia

Operação contra suspeita de corrupção em SC prende ex-secretário e empresário e investiga contratos públicos

GAECO cumpre 11 mandados,investigação apura lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e tentativa

Por Redação E
09/10/2026 10:08:54

Foto: Divulgação/GAECO-MPSC

Uma investigação sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos da Prefeitura de Blumenau, no Vale do Itajaí, resultou na prisão preventiva de um ex-secretário municipal e de um empresário. A ação, realizada na manhã de quarta-feira (7), faz parte da Operação Sentinela II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Os presos foram identificados pela imprensa regional como André Espezim, ex-secretário municipal de Blumenau, e Leonardo de Souza, empresário da cidade.

A operação mobilizou equipes para cumprir dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Blumenau e Florianópolis.

O caso chama atenção pela gravidade das suspeitas investigadas, que incluem possíveis irregularidades em licitações, movimentações financeiras consideradas atípicas e tentativas de dificultar o trabalho das autoridades.

Investigação apura possível ocultação de patrimônio

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a segunda fase da Operação Sentinela foi desencadeada após o surgimento de novos elementos relacionados à investigação iniciada em maio de 2026.

Os investigadores identificaram indícios de que pessoas investigadas e terceiros ligados a elas poderiam estar realizando operações para esconder bens e dificultar a identificação da origem de recursos financeiros.

Entre as situações analisadas estão movimentações bancárias fora do padrão, negociações envolvendo patrimônio e operações realizadas por intermédio de outras pessoas.

A suspeita é de que essas movimentações possam estar relacionadas a recursos provenientes das irregularidades investigadas na primeira fase.

GAECO investiga tentativa de interferência nas provas

Outro ponto que levou à nova operação foi a identificação de indícios de tentativas de interferência na produção de provas.

Segundo o MPSC, as diligências apontaram possíveis ações destinadas a prejudicar o andamento da investigação.

Diante desses elementos, a Justiça autorizou novas medidas cautelares, incluindo as duas prisões preventivas.

Nesta etapa, são apurados possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, obstrução de investigação, falsidade ideológica e falso testemunho.

Suspeitas envolvem contratos públicos de Blumenau

A primeira fase da Operação Sentinela foi deflagrada em maio deste ano para investigar um suposto esquema de corrupção e fraude em licitações envolvendo contratos celebrados pela Prefeitura de Blumenau.

As apurações abrangem contratações realizadas em diferentes áreas da administração municipal, incluindo serviços de segurança em unidades de ensino.

Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, parte dos contratos analisados está relacionada ao período de 2021 a 2024.

A nova fase busca esclarecer possíveis movimentações patrimoniais e financeiras relacionadas aos fatos investigados anteriormente.

Materiais apreendidos passarão por análise

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes recolheram materiais que serão examinados pelas equipes responsáveis pela investigação.

O objetivo é aprofundar a apuração, identificar possíveis conexões entre os envolvidos e esclarecer a origem e a destinação dos recursos sob suspeita.

A operação foi realizada em apoio à 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Blumenau.

O processo tramita sob sigilo judicial, o que limita a divulgação de informações sobre as provas e as condutas individualmente atribuídas aos investigados.

Investigação continua e responsabilidades ainda serão apuradas

O Ministério Público informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações e a publicidade dos autos.

As prisões são preventivas e não representam condenação. Os investigados têm direito à defesa e à presunção de inocência.

A Operação Sentinela II amplia a investigação sobre possíveis irregularidades na utilização de recursos públicos e busca esclarecer se houve tentativas de ocultar patrimônio ou interferir na atuação da Justiça.

 

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC/GAECO)


 

Últimas notícias

® 2016 TopElegance Comunicação e Mídia ME. Todos os Direitos Reservados