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Ministério Público investiga suspeito de armazenar arquivos de abuso sexual infantil em Florianópolis

Mandado de busca e apreensão foi cumprido nesta quinta-feira (8) na Capital catarinense.

Por Redação E
08/10/2026 10:42:12

Fotos:Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), deflagrou na manhã desta quinta-feira (8) a Operação Mariposa II, em Florianópolis. A ação investiga um homem suspeito de realizar downloads e armazenar arquivos digitais contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes.

A operação foi realizada pelo CyberGAECO, braço especializado em investigações de crimes cibernéticos, em apoio à 19ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.

Segundo o Ministério Público, as investigações identificaram indícios de que o suspeito teria obtido e mantido em dispositivos eletrônicos arquivos com conteúdo de exploração sexual infantojuvenil.

Diante dos elementos reunidos, a 19ª Promotoria de Justiça instaurou um Procedimento Investigatório Criminal e solicitou à Justiça a expedição de um mandado de busca e apreensão, cumprido nesta quinta-feira em Florianópolis.

Busca por provas e identificação de responsabilidades

A medida judicial tem como principal objetivo localizar e apreender elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos e a identificação da autoria dos possíveis crimes.

O trabalho do CyberGAECO integra as ações de enfrentamento aos crimes praticados no ambiente digital, especialmente aqueles relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Até o momento, as informações divulgadas não confirmam a prisão do investigado nem detalham quais equipamentos ou arquivos foram apreendidos durante o cumprimento do mandado.

Operação é continuidade de investigação iniciada em São José

A Operação Mariposa II dá continuidade às ações desenvolvidas na primeira fase da Operação Mariposa, deflagrada em 21 de setembro de 2026, no município de São José, na Grande Florianópolis.

Naquela ocasião, a investigação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de São José e também envolveu o cumprimento de medida judicial de busca e apreensão.

A nova etapa reforça a atuação das autoridades no combate à circulação e ao armazenamento de materiais de abuso sexual infantil na internet.

Combate à exploração sexual infantil

A legislação brasileira criminaliza a aquisição, a posse e o armazenamento de registros de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes, conforme o artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo de outras responsabilizações eventualmente aplicáveis.

O Ministério Público segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias do caso e apurar eventuais responsabilidades.

 

 

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