
Foto:Polícia Civil de Santa Catarina
Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina revelou a atuação de suspeitos que utilizavam um equipamento eletrônico conhecido como “chapolin” para furtar objetos de veículos estacionados. A operação, realizada na quarta-feira (7), levou policiais até um endereço em Itajaí, onde foram apreendidos dinheiro, aparelhos eletrônicos e um automóvel relacionado aos crimes.
O caso chama atenção pela forma de atuação dos criminosos: em vez de arrombar portas ou quebrar vidros, os suspeitos utilizavam tecnologia para impedir que os veículos fossem efetivamente trancados.
Segundo a Polícia Civil, o dispositivo eletrônico interfere no sinal enviado pelo controle remoto do veículo, impedindo o acionamento correto das travas.
Sem perceber que o automóvel continuava destrancado, o motorista se afastava acreditando que seus pertences estavam protegidos.
As investigações apontaram que os suspeitos selecionavam principalmente veículos de maior valor.
Após identificar uma possível vítima, os envolvidos aguardavam o momento em que o motorista tentava trancar o automóvel.
Enquanto um suspeito permanecia nas proximidades observando a movimentação, outro entrava no veículo para retirar dinheiro, cartões bancários e objetos de valor.
A investigação começou em julho de 2026, depois que turistas que visitavam Urubici, na Serra Catarinense, relataram furtos praticados com o emprego desse equipamento.
A partir das ocorrências, policiais da Delegacia de Urubici reuniram elementos que permitiram identificar um endereço vinculado a um dos investigados, localizado em Itajaí.
Com autorização judicial, foi realizada a operação para recolher materiais que possam contribuir com a investigação.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão em Itajaí, os policiais localizaram diversos materiais, entre eles:
R$ 6 mil em dinheiro;
Fones de ouvido sem fio e óculos de sol sem comprovação de origem lícita;
Máquina de cartão;
Aparelhos celulares de elevado valor;
Um celular com registro anterior de furto ou roubo;
Um aparelho GPS;
Um veículo apontado como utilizado na prática criminosa.
Os objetos recolhidos serão analisados para verificar possíveis conexões com os furtos investigados e identificar outros envolvidos.
A ação foi conduzida pela Delegacia de Polícia da Comarca de Urubici, com apoio da Delegacia de Repressão a Roubos de São José e da Delegacia de Homicídios de Itajaí.
A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado na quarta-feira (7), a realização de prisões durante o cumprimento do mandado.
As investigações continuam.
Diante desse tipo de crime, a Polícia Civil recomenda que os proprietários de veículos não confiem exclusivamente no sinal luminoso ou sonoro emitido pelo controle remoto.
A orientação é verificar manualmente se as portas realmente ficaram trancadas antes de se afastar.
O cuidado é especialmente importante em estacionamentos de estabelecimentos comerciais, pontos turísticos e locais com grande circulação de pessoas.
O caso serve de alerta para moradores e turistas de Santa Catarina, principalmente durante períodos de maior movimento no litoral e na Serra.