Uma investigação que começou com a apuração de possíveis crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança para fins libidinosos ganhou novas frentes após a análise de um celular apreendido em Florianópolis.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), os fatos inicialmente investigados teriam ocorrido quando o suspeito ainda era menor de idade. Por isso, essas condutas são tratadas como possíveis atos infracionais, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fotos: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)/Divulgação
O aparelho havia sido apreendido em uma etapa anterior da investigação e passou por extração de dados.
De acordo com o MPSC, a análise revelou indícios relacionados a outras possíveis práticas criminosas, entre elas armazenamento de material com possível abuso sexual infantojuvenil, falsificação de receituários médicos, tráfico de drogas, fraudes eletrônicas e comercialização ilícita de cigarros eletrônicos.
As informações deram origem a novas linhas de apuração.
Diante dos novos elementos, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta terça-feira (6) a Operação Vertente.
A ação teve como objetivo cumprir um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, em Florianópolis.
Novos materiais foram recolhidos e serão submetidos à análise técnica para subsidiar o avanço das investigações e a identificação de eventuais responsabilidades.
O procedimento segue sob sigilo.
Segundo o MPSC, o nome “Operação Vertente” faz referência ao fato de a investigação ter partido de um único caso e, com o avanço das diligências, ter se desdobrado em diferentes linhas de apuração.
O GAECO é integrado por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. A operação também contou com apoio do CyberGAECO, voltado ao combate a infrações penais praticadas em ambientes virtuais.