Ana Campagnolo (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) saíram das eleições de 2026 eleitos em Santa Catarina após uma campanha marcada também por divergências públicas dentro do mesmo campo partidário.
Ana foi reeleita deputada estadual com 387.523 votos, a maior votação entre os candidatos à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Carlos Bolsonaro, por sua vez, conquistou uma das duas vagas catarinenses no Senado, com 2.041.840 votos, equivalentes a 25,35% dos votos válidos para o cargo.
Carol de Toni (PL) ficou com a outra vaga no Senado, com 2.694.918 votos.
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Durante a campanha, a posição de Ana Campagnolo em relação à candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado tornou-se pública.
Em agosto, Flávio Bolsonaro cobrou publicamente que a deputada declarasse apoio a Carlos. A manifestação ocorreu em uma publicação de Ana nas redes sociais, na qual aparecia ao lado de Flávio.
Na ocasião, conforme registrado pelo UOL, Flávio pediu que Ana também gravasse um vídeo apoiando Carlos, indicado ao Senado por Jair Bolsonaro. A deputada havia evitado manifestar publicamente esse apoio durante parte da campanha.
A divergência ocorreu em um contexto de disputas internas relacionadas à formação das candidaturas ao Senado em Santa Catarina.
Ao mesmo tempo, Ana Campagnolo manteve proximidade política com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O próprio material oficial de campanha de Ana apresentou a parlamentar como a candidata apoiada por Nikolas Ferreira em Santa Catarina. Às vésperas da votação, Nikolas também divulgou uma relação de candidatos na qual indicava Ana para deputada estadual.
Na mesma publicação, segundo informações divulgadas durante a campanha, Nikolas indicou Carol de Toni para uma das vagas ao Senado e deixou o segundo espaço sem indicação, sem incluir Carlos Bolsonaro.
Esses episódios registram diferenças de apoio entre integrantes do PL e lideranças identificadas com o mesmo campo político durante a eleição.
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Apesar das divergências registradas na campanha, os dois conquistaram os cargos que disputavam.
Ana Campagnolo recebeu 387.523 votos e garantiu novo mandato na Alesc. Carlos Bolsonaro recebeu 2.041.840 votos e assumirá uma das cadeiras de Santa Catarina no Senado.
Os resultados, entretanto, não permitem concluir, isoladamente, quais fatores determinaram a votação de cada candidato ou como as divergências ocorridas durante a campanha afetaram o comportamento do eleitorado.
A eleição presidencial ainda não terminou. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 56.104.503 votos no primeiro turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 53.879.538.
Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro de 2026.
Até que haja manifestação pública dos envolvidos, não é possível afirmar qual será a dinâmica política entre Ana Campagnolo e Carlos Bolsonaro durante esta nova etapa da campanha presidencial.