O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, foi alvo de questionamentos neste domingo (4) após imagens registradas durante sua votação, em Diamantino, no Mato Grosso, mostrarem um objeto semelhante a um telefone celular próximo à urna eletrônica.
As imagens passaram a circular nas redes sociais e geraram questionamentos sobre um possível descumprimento das regras eleitorais. A legislação brasileira proíbe que o eleitor leve aparelhos celulares para a cabine de votação, como forma de preservar o sigilo do voto.
Imagem: Reprodução/Em Cajamar (@emcajamar)
Apesar da repercussão, não há confirmação de que o objeto visto nas imagens seja um telefone celular. A assessoria de Gilmar Mendes negou que o ministro tenha levado o aparelho para a cabine.
Segundo a assessoria, o objeto identificado nas imagens seria a carteira funcional do ministro, onde estava uma anotação em papel com os números das candidaturas escolhidas, conhecida como “colinha eleitoral”.
Ainda de acordo com a equipe do ministro, o telefone celular de Gilmar Mendes teria permanecido com um segurança durante o procedimento de votação. Uma mesária que estava no local também teria confirmado a informação.
Gilmar Mendes votou durante a manhã na Escola Estadual Plácido de Castro, em Diamantino (MT), cidade onde nasceu. O ministro deixou o local após registrar o voto e não concedeu entrevista à imprensa.
A presença de um integrante da mais alta Corte do país durante o processo eleitoral chamou atenção devido à posição ocupada por Gilmar Mendes no Judiciário brasileiro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que eleitores não podem levar celulares, câmeras fotográficas, filmadoras ou outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto para dentro da cabine.
A medida busca impedir que o voto seja fotografado, filmado ou registrado de alguma maneira, garantindo a liberdade de escolha e o sigilo do voto, princípio previsto na legislação eleitoral brasileira.
Caso o eleitor se recuse a entregar o aparelho, a Justiça Eleitoral prevê que ele não seja autorizado a votar naquele momento. A ocorrência também pode ser registrada em ata pelos mesários.
Apesar da repercussão das imagens, não há, até o momento, comprovação de que Gilmar Mendes tenha descumprido a regra eleitoral. O material divulgado não permite identificar com segurança que o objeto seja um celular.
A versão apresentada pela assessoria do ministro é de que se tratava da carteira funcional contendo a anotação utilizada para auxiliar na escolha dos candidatos.
Dessa forma, o episódio permanece como um questionamento provocado pelas imagens divulgadas, e não como uma infração eleitoral comprovada. Qualquer eventual apuração oficial poderá esclarecer definitivamente o que ocorreu durante a votação.