
Imagem: SJAgora
Aos 66 anos, Catarina Carvalho está realizando um sonho que esperou décadas para acontecer: aprender a ler e escrever. Moradora do Loteamento Vista Alegre, no bairro Forquilhas, em São José, ela voltou para a sala de aula por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e já comemora cada nova palavra que consegue reconhecer.
A trajetória da estudante ganhou destaque na noite desta quarta-feira (23), durante uma cerimônia realizada no Teatro Hermelinda Izabel Merize, no Centro Multiuso de São José.
Catarina foi uma das cinco estudantes homenageadas com a Medalha Municipal Paulo Freire 2026, reconhecimento destinado a pessoas que representam a importância da EJA e da retomada dos estudos em diferentes fases da vida.
A cerimônia também homenageou seis professores que atuam na modalidade e reconheceu as cinco escolas municipais que oferecem aulas no período noturno. Atualmente, São José conta com cinco polos da EJA para atender pessoas que não tiveram a oportunidade de iniciar ou concluir os estudos na idade regular.
Para Catarina, voltar a estudar representa mais do que frequentar uma sala de aula. É a oportunidade de conquistar uma habilidade que durante muito tempo parecia distante.
A história dela também mostra que o retorno aos estudos pode acontecer em qualquer idade. Na EJA, jovens, adultos e idosos encontram uma nova oportunidade para aprender, concluir etapas da formação escolar e ampliar sua autonomia no dia a dia.
Em São José, quem deseja voltar a estudar também pode contar com o CadEJA, plataforma criada pelo município para facilitar a localização da escola mais próxima e registrar o interesse pela modalidade.
Desde o lançamento da ferramenta neste ano, a equipe da EJA recebeu 180 manifestações de interesse e realizou os encaminhamentos dos estudantes.
A homenagem a Catarina fez parte da 1ª Semana de Fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos, criada pela Lei Municipal nº 6.595/2026, com o objetivo de ampliar o acesso à modalidade e incentivar novas histórias de retorno à escola.
Aos 66 anos, Catarina mostra que nunca é tarde para aprender algo novo e que cada palavra reconhecida no papel pode representar uma conquista enorme.