
Imagem: Vultis Industries
Uma tecnologia criada em Santa Catarina e nascida dentro do ambiente universitário acaba de ganhar espaço no setor de defesa brasileiro.
Quatro sistemas de drones de ataque desenvolvidos pela Vultis Industries, startup formada por estudantes e profissionais ligados à Engenharia Aeroespacial da UFSC, em Joinville, foram pré-qualificados pelo Exército Brasileiro após passarem por uma série de avaliações técnicas.
O resultado do chamamento público foi publicado no Diário Oficial da União em julho. A seleção foi conduzida pela Diretoria de Fabricação do Exército e teve como objetivo avaliar sistemas de aeronaves não tripuladas que possam atender a futuras demandas da Força.
A pré-qualificação não significa que os drones serão comprados imediatamente. O reconhecimento, porém, indica que os quatro modelos atenderam aos requisitos técnicos estabelecidos para essa etapa e ficam habilitados para possíveis processos de aquisição ou programas futuros de desenvolvimento.
Os testes foram divididos em diferentes etapas, envolvendo aspectos como segurança, estabilidade, capacidade operacional e desempenho dos sistemas.
A Vultis Industries nasceu em março de 2024 e tem sede no Ágora Tech Park, dentro do Perini Business Park, em Joinville. A empresa surgiu a partir da percepção dos fundadores sobre a necessidade de ampliar a produção nacional de tecnologias voltadas ao setor de defesa.
Os equipamentos fazem parte da família URUBU-X e utilizam uma arquitetura desenvolvida no Brasil, envolvendo sistemas eletrônicos, software embarcado e estação de controle.
A startup também trabalha em outras soluções voltadas ao segmento de aeronaves não tripuladas, ampliando sua atuação no mercado de tecnologia aeroespacial.
A pré-qualificação pelo Exército coloca uma empresa criada em Santa Catarina entre as iniciativas brasileiras que buscam desenvolver soluções nacionais para um setor marcado pela rápida evolução dos drones e pela busca por tecnologias produzidas no próprio país.
Para a UFSC Joinville, o resultado também representa um exemplo de como conhecimento desenvolvido no ambiente acadêmico pode chegar ao mercado e integrar projetos de alta tecnologia.