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Santa Catarina pretende dar novos passos na prevenção e resposta a situações de violência nas escolas após uma missão técnica de sete dias nos Estados Unidos. A comitiva catarinense esteve em Denver, no Colorado, para conhecer protocolos, treinamentos e estratégias adotadas pelas forças de segurança e profissionais da educação norte-americanos.
Um dos momentos de maior destaque da viagem foi a visita à Columbine High School, instituição que ficou mundialmente conhecida após o ataque ocorrido em 20 de abril de 1999. Foi a primeira vez que uma delegação catarinense esteve na escola. Durante a visita, os representantes conversaram com o diretor da unidade e com o policial responsável pela segurança do local.
A comitiva reuniu policiais militares, integrantes da Guarda Municipal de Florianópolis, representantes do Poder Público e assessores. A missão contou com apoio do Consulado dos Estados Unidos em Porto Alegre e da Embaixada norte-americana em Brasília.
Além de Columbine, os catarinenses participaram de reuniões com dois agentes especiais do FBI e policiais de Boulder. Também conheceram a Frank DeAngelis Center Foundation, em Jefferson County, centro que realiza treinamentos e simulações para policiais e profissionais da educação diante de situações críticas.
A intenção é aproximar as experiências dos Estados Unidos das ações que já são desenvolvidas em Santa Catarina, além de buscar novos acordos, troca de informações e treinamentos conjuntos.
Entre as medidas que devem ganhar reforço está a capacitação sobre o protocolo FEL — Fugir, Esconder e Lutar — desenvolvido pelo FBI para orientar a reação diante de ataques ou ameaças graves. A metodologia já é utilizada em Santa Catarina desde 2021.
A proposta é ampliar o treinamento para 317 escolas públicas e particulares de Florianópolis, com recursos destinados à capacitação de professores e equipes escolares. Em novembro, cerca de 300 educadores devem participar da formação na Capital.
Santa Catarina já mantém outras iniciativas voltadas à segurança escolar. O Programa Escola Mais Segura conta com aproximadamente 440 policiais e bombeiros atuando em escolas estaduais. O Estado também possui mecanismos de prevenção e investigação de ameaças, como o Ciberlab, da Polícia Civil, e o CyberGAECO, do Ministério Público de Santa Catarina.
Ao longo de 2026, mais de 2 mil profissionais da educação já passaram por capacitações em diferentes municípios catarinenses, entre eles Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, além de Campos Novos, Araranguá, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Miguel do Oeste e Ibirama.
A missão nos Estados Unidos busca justamente fortalecer essas ações e aprimorar a preparação de escolas, educadores e forças de segurança para prevenir situações de violência e agir rapidamente diante de possíveis emergências.
