O El Niño atingiu anomalia semanal de 1,8°C na região Niño 3.4, no Oceano Pacífico. O índice se aproxima dos 2°C, patamar associado a eventos muito fortes. Segundo a NOAA, há mais de 90% de chance de o fenômeno atingir essa intensidade entre setembro e novembro de 2026 e entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

Para outubro a dezembro, a agência estima 69% de probabilidade de o El Niño superar a intensidade dos eventos registrados desde 1950. O Índice Relativo de Niño Oceânico está em 1,4°C no trimestre de junho a agosto e também pode ultrapassar 2°C nos próximos meses.
A Defesa Civil de Santa Catarina reforçou o monitoramento diante do cenário. O órgão aponta a primavera de 2026 e o outono de 2027 como períodos de maior atenção, devido à tendência de aumento das chuvas durante as estações de transição.
Um El Niño muito forte não determina, isoladamente, a ocorrência de eventos extremos. A intensidade das chuvas depende da combinação com outros padrões atmosféricos, como a oscilação Madden-Julian, o fluxo de umidade e o jato subtropical. O aquecimento dos oceanos também aumenta a disponibilidade de umidade para tempestades e chuvas intensas.