
Imagem: @jornalrolante
Um ataque envolvendo três cães da raça pitbull terminou com a morte de um homem de 57 anos em Arroio do Sal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O caso reacendeu uma discussão que vai muito além da raça dos animais: a responsabilidade de quem mantém cães de grande porte e força física elevada.
Segundo a Polícia Civil, os três animais teriam derrubado o portão da residência onde estavam e seguido por aproximadamente uma quadra até chegar à região da praia. No local, encontraram Rogério de Oliveira, de 57 anos, que foi atacado e morreu.
O tutor dos animais, um homem de 47 anos, foi autuado em flagrante por homicídio culposo. Conforme o delegado responsável pela investigação, teria ocorrido negligência na contenção dos cães. A fiança foi estabelecida em 30 salários mínimos.
O caso chama ainda mais atenção porque Arroio do Sal havia registrado outra morte em circunstâncias semelhantes há pouco mais de um mês. No dia 1º de agosto, uma mulher de 66 anos morreu após ser atacada enquanto cuidava do cachorro de um familiar.
Em menos de 40 dias, duas mortes provocadas por ataques de cães foram registradas no município.
A tragédia voltou a colocar em discussão os cuidados necessários para manter animais com grande capacidade física de causar ferimentos graves. A questão não precisa ser tratada como uma disputa contra determinada raça, mas como um debate sobre prevenção, segurança e responsabilidade.
Portões e cercas adequadamente reforçados, controle dos animais, uso de equipamentos de segurança quando previstos pelas normas e atenção redobrada em locais públicos são medidas que podem ajudar a evitar situações de risco.
A pergunta que fica, especialmente para estados como Santa Catarina, é se as regras atuais são suficientes para garantir a segurança de quem convive diariamente com animais de grande porte.
Porque, depois de uma tragédia, nenhuma medida consegue devolver uma vida perdida.