
Imagem: Portal TopElegance
Por seis anos, as ruas de Tijucas ficaram sem uma das cenas mais tradicionais do calendário da cidade. Neste 7 de Setembro, porém, a Avenida Hercílio Luz voltou a receber fanfarras, bandas, escolas e uma multidão de moradores.
E bastaram os primeiros acordes para que uma parte da história da cidade voltasse a viver.
Para quem acompanhou os antigos desfiles, aquele som carregava muito mais do que música. Carregava lembranças de uma época, de pessoas e de momentos que ficaram guardados na memória de várias gerações.
Entre essas lembranças, dois nomes certamente passaram pelo pensamento de muitos tijuquenses: o maestro Alfredo, conhecido por sua trajetória à frente da fanfarra do Colégio Cruz e Sousa, e o maestro Nélio, que durante anos conduziu a Banda União Tijuquense.
Eles ensinaram música, disciplina e dedicação a muitos jovens. Mas deixaram algo ainda maior: uma marca na cultura e na história de Tijucas.
Neste ano, os dois não estavam entre os músicos que atravessaram a avenida. Mesmo assim, seria difícil ouvir aquelas fanfarras sem pensar neles.
Cada toque dos instrumentos parecia trazer um pedaço do passado. Cada criança marchando lembrava que aquilo que eles ajudaram a construir continua sendo passado adiante.
Talvez seja justamente essa a força das tradições: elas mudam de mãos, ganham novos rostos e novas vozes, mas preservam a essência de quem começou tudo.
E foi assim que o 7 de Setembro deste ano acabou se tornando também uma homenagem silenciosa.
Uma homenagem a Alfredo, a Nélio e a tantos outros que dedicaram parte da vida às bandas, às fanfarras e aos jovens de Tijucas.
A cidade voltou a desfilar depois de seis anos. Mas, junto com as bandas, voltaram também as memórias.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais bonitas desse reencontro: perceber que algumas histórias não precisam estar escritas em placas ou livros para continuarem vivas.
Elas permanecem nas músicas, nas tradições e, principalmente, na memória de quem viveu.
Neste 7 de Setembro, Tijucas celebrou a Independência do Brasil, mas também reencontrou um pedaço de si mesma.
E enquanto as fanfarras continuarem tocando pelas ruas da cidade, a história de quem ajudou a construir essa tradição continuará sendo ouvida.
