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O som que fez Tijucas lembrar de quem nunca será esquecido por gerações

Retorno do desfile de 7 de Setembro trouxe de volta músicas, tradições e a memória de dois maestros

Por Redação C
07/09/2026 22:59:35

Imagem: Portal TopElegance

Por seis anos, as ruas de Tijucas ficaram sem uma das cenas mais tradicionais do calendário da cidade. Neste 7 de Setembro, porém, a Avenida Hercílio Luz voltou a receber fanfarras, bandas, escolas e uma multidão de moradores.

E bastaram os primeiros acordes para que uma parte da história da cidade voltasse a viver.

Para quem acompanhou os antigos desfiles, aquele som carregava muito mais do que música. Carregava lembranças de uma época, de pessoas e de momentos que ficaram guardados na memória de várias gerações.

Entre essas lembranças, dois nomes certamente passaram pelo pensamento de muitos tijuquenses: o maestro Alfredo, conhecido por sua trajetória à frente da fanfarra do Colégio Cruz e Sousa, e o maestro Nélio, que durante anos conduziu a Banda União Tijuquense.

Eles ensinaram música, disciplina e dedicação a muitos jovens. Mas deixaram algo ainda maior: uma marca na cultura e na história de Tijucas.

Neste ano, os dois não estavam entre os músicos que atravessaram a avenida. Mesmo assim, seria difícil ouvir aquelas fanfarras sem pensar neles.

Cada toque dos instrumentos parecia trazer um pedaço do passado. Cada criança marchando lembrava que aquilo que eles ajudaram a construir continua sendo passado adiante.

Talvez seja justamente essa a força das tradições: elas mudam de mãos, ganham novos rostos e novas vozes, mas preservam a essência de quem começou tudo.

E foi assim que o 7 de Setembro deste ano acabou se tornando também uma homenagem silenciosa.

Uma homenagem a Alfredo, a Nélio e a tantos outros que dedicaram parte da vida às bandas, às fanfarras e aos jovens de Tijucas.

A cidade voltou a desfilar depois de seis anos. Mas, junto com as bandas, voltaram também as memórias.

E talvez essa tenha sido uma das partes mais bonitas desse reencontro: perceber que algumas histórias não precisam estar escritas em placas ou livros para continuarem vivas.

Elas permanecem nas músicas, nas tradições e, principalmente, na memória de quem viveu.

Neste 7 de Setembro, Tijucas celebrou a Independência do Brasil, mas também reencontrou um pedaço de si mesma.

E enquanto as fanfarras continuarem tocando pelas ruas da cidade, a história de quem ajudou a construir essa tradição continuará sendo ouvida.

 

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