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O Pix facilitou a vida de quem compra e vende, mas a rapidez da ferramenta também exige atenção redobrada. Um golpe que tem preocupado comerciantes é o chamado “Pix errado”, em que criminosos tentam convencer a vítima a devolver um dinheiro que, na verdade, pode nem ter sido depositado.
No Mercado Público de Itajaí, o comerciante Guilherme Diniz de Souza conta que o Pix mudou a rotina do estabelecimento e destaca um cuidado que pode evitar prejuízos: conferir o extrato bancário antes de devolver qualquer valor.
A fraude costuma funcionar de maneira simples. O criminoso afirma que fez um Pix por engano e pede que o dinheiro seja devolvido. Em alguns casos, porém, a pessoa solicita que a devolução seja feita para uma chave Pix diferente daquela que realizou o pagamento.
Por isso, não basta confiar em comprovantes enviados por mensagem ou acreditar apenas no que aparece na tela do celular. Antes de tomar qualquer atitude, é fundamental conferir se o valor realmente entrou na conta.
Se o dinheiro tiver sido enviado por engano, a orientação é utilizar a própria função “Devolver Pix” disponível na movimentação recebida. Dessa forma, o dinheiro retorna para a conta que originou a transferência, reduzindo o risco de cair em uma tentativa de fraude.
Também é importante ficar atento a situações em que o suposto pagador demonstra pressa ou tenta pressionar o comerciante para fazer uma transferência para outra chave.
Caso exista suspeita de golpe, a recomendação é entrar em contato imediatamente com o banco e solicitar a análise por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED). Segundo as regras do sistema, o pedido relacionado a uma transferência fraudulenta pode ser feito em até 80 dias após a operação.
No dia a dia, uma regra simples pode evitar muita dor de cabeça: recebeu um Pix? Confira primeiro o extrato. Só depois decida o que fazer.